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segunda-feira, 16 de julho de 2012

Baixa remuneração desacelera novamente produção de leite em SP



Assim como em maio e junho, julho deve ter nova queda no volume produzido

A produção de leite no estado de São Paulo deve apresentar nova redução em julho, segundo estimativas da Associação dos Produtores de Leite B do estado. Desde maio, os pecuaristas leiteiros vêm reduzindo a produção em função da baixa remuneração que estão tendo com a venda do produto. 

Segundo o presidente da entidade, Jorge Rubez, os produtores têm recebido quase 5% a menos no valor do litro do leite em pleno período de entressafra, mas os custos de produção se mantêm elevados. “Em alguns estados, como em São Paulo, o litro do leite caiu de cerca de R$ 0,90 para aproximadamente R$ 0,85”, afirma. 

Em maio, o índice do Custo Operacional Efetivo (COE), calculado pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) Esalq/USP, registrou o maior patamar desde o início da série, em janeiro de 2008. Em relação a maio do ano anterior, a alta no COE foi de 8%. 

O Brasil produz cerca de 31 bilhões de litros de leite ao ano. Toda a produção é destinada ao mercado interno, que é complementado pela importação de leite no Mercosul – principalmente Argentina e Uruguai. 

O consumo per capita de leite está chegando aos níveis esperados pela indústria, que seria de 200 litros/percapita/ano. Nos últimos 15 anos, o consumo da bebida quase dobrou, passando de 90 litros/percapita/ano aos atuais 170 litros/percapita/ano. 

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quinta-feira, 12 de julho de 2012

Uruguai: recorde histórico de produção de leite e manutenção do consumo interno



Os uruguaios mantiveram durante 2011 o consumo de leite em 773 milhões de litros, o que representa 239 litros anuais per capita, um dos índices mais altos da América.

As plantas processadoras receberam mais leite que nunca, segundo dados primários do informe elaborado pela Direção de Estatísticas Agropecuárias (Diea), do Ministério da Pecuária, Agricultura e Pesca (MGAP). A Diea está na etapa final das análises da pesquisa anual de empresas processadoras de leite, que apresentaram um total de 2,057 bilhões de litros, crescimento de 18,8% com relação aos valores anteriores.

Os trinta estabelecimentos que reportaram dados ao Ministério apontaram um total de 1,843 bilhões de litros (90% do total produzido) para remissão à indústria processadora, o que significou um novo registro histórico. Desse total, 163 milhões foram vendidos como leite fresco (8,8% do total), o que permitiu manter o consumo aparente de leite dos uruguaios em níveis altos, entre os mais destacados do continente.

Os restantes 1,68 bilhão de litros, permitiu a elaboração de subprodutos, onde queijos e leite em pó representam 75% do total. Houve também um aumento na produção de manteiga (57%), leite em pó (26%) e leite UHT (27%).

O consumo interno nas fazendas leiteiras, situado em 72 milhões de litros, manteve-se dentro do esperado, segundo um informe técnico, cujo resultado final estará pronto nas próximas semanas. 

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terça-feira, 10 de julho de 2012

Países exportadores ampliam oferta de leite



Segundo estudo, o Brasil elevou a produção e aumentou a exportação.

A produção de leite nos principais países exportadores (União Europeia, Estados Unidos, Nova Zelândia, Austrália, Argentina e Brasil) cresceu 3,3% entre fevereiro e abril de 2012, em comparação a igual período do ano passado, aponta estimativa realizada pelo Rabobank. "O aumento não deixa de ser significativo, levando-se em conta a crise econômica global, que retrai o consumo de diversas maneiras", avalia Guilherme Melo, analista econômico do Rabobank do Brasil.

Segundo o estudo, a liderança é ocupada pela Nova Zelândia, que registrou crescimento de 12% durante os três meses avaliados e atingiu 549 milhões de litros. As condições ideais de clima favoreceram o aumento da produção leiteira ao garantir a boa formação de pastagens para a alimentação do rebanho.

No entanto, o resultado não teve influência sobre as exportações, que caíram 7% em volume. Somente em abril, as vendas despencaram 13% em comparação a 2011. O descompasso entre produção e comercialização fez com que a Nova Zelândia aumentasse seus estoques de lácteos. "Houve uma queda significativa de embarques para a China", informa Melo.

A Argentina ficou em segundo lugar no ranking. Sua produção cresceu 7% no período, a 205 milhões de litros. Os pecuaristas do país vizinho se beneficiaram dos descontos nos preços do milho - resultado das restrições à exportação impostas pelo governo -, que ajudaram a sustentar a relação entre a produção de leite e oscustos de alimentação animal.

O mercado interno argentino tem absorvido a maior parte desta produção, mas existem evidências de acúmulo de estoques pelas indústrias. Para o segundo semestre, o Rabobank prevê ainda um aumento de 5% na produção e estima que parte dela seja voltada para a exportação.

A Austrália, que ocupa a terceira posição do ranking, registrou crescimento de 4,8% na produção de leite (113 milhões de litros) entre fevereiro e abril. Assim como na Nova Zelândia, suas exportações têm diminuído - só em abril, cederam 3,6% em relação ao mesmo período de 2011. Para o segundo semestre, o banco acredita em um crescimento de 3% na produção, com um pequeno incremento nas exportações.

Nos Estados Unidos, a produção cresceu 3,2% no período de fevereiro a abril, para 1,1 bilhão de litros. Porém, o produtor teve de arcar com o aumento nos preços dos grãos, que pressionou os custos da alimentação do rebanho. As exportações aumentaram 9% até abril - com perspectivas de estabilização no próximo semestre - e as importações diminuíram 12%.

Na União Europeia, a produção leiteira foi 2,1% maior (1,12 bilhão de litros) e as exportações, 9% superiores. Contudo, os preços pagos aos produtores chegam a ser 16% menores do que no mesmo período 2011. Além disso, os pecuaristas tiveram de lidar com o clima frio e primavera chuvosa, prejudiciais ao crescimento das pastagens.

Por último, o Brasil elevou sua produção em 3,3% entre fevereiro e abril (a 108 milhões de litros), apesar da estiagem que atingiu importantes Estados produtores, como o Rio Grande do Sul. Durante os três meses apontados pelo relatório, houve aumento de 2% no preço pago ao produtor, que chegou a R$ 0,85 na média nacional.

No entanto, as importações de leite em pó, especialmente do Uruguai, continuam a desestabilizar o mercado nacional, segundo indústrias e produtores. No período, os desembarques do país vizinho cresceram 7%. Para Guilherme Melo, analista do Rabobank no Brasil, as reclamações dos produtores nacionais, sobretudo em relação aos preços, coincidem com a dos criadores nos outros países. "É uma queixa decorrente de uma situação comum, de contratempos climáticos e de estoques altos das indústrias", avalia o analista.

Conforme análise do Rabobank, a demanda nestas regiões exportadoras não será capaz de absorver o leite adicional existente no mercado. Segundo o relatório, a francesa Danone já anunciou que reduzirá sua meta de lucros para este ano devido ao menor consumo de produtos lácteos na Espanha e outros mercados no sul da Europa.

Fonte: Rural Centro
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quarta-feira, 27 de junho de 2012

Aquisição de leite cresce 4,4% no primeiro trimestre na comparação com 2011



Minas Gerais representou 25,6% do total nacional, de acordo com o IBGE

A aquisição de leite manteve-se crescente no primeiro trimestre deste ano comparativamente ao mesmo período de 2011, com aumento de 4,4%. Na comparação com o último trimestre do ano passado, no entanto, houve queda de 2,9%.  No total, o volume de aquisição de leite de janeiro a março foi de 5,731 bilhões de litros, de acordo com levantamento do Instituto Brasileiro de Geografia Estatística (IBGE), divulgado nesta quarta, dia 27.

Segundo o IBGE, houve crescimento, sobretudo, nos meses de fevereiro e março, de 6,3% em cada um deles. Participaram da pesquisa 2.102 informantes distribuídos por todo o território nacional à exceção do Amapá.

Minas Gerais representou 25,6% do total nacional, seguido por Rio Grande do Sul, com 15,3% e Paraná, com 13,1%. As regiões Nordeste, Sudeste e Centro-Oeste apresentaram quedas, respectivamente, de 2,6%; 0,1% e 2,8%.

No Nordeste houve queda apenas na Bahia, de 15,3%. No Sudeste, somente Minas Gerais obteve crescimento nas compras do produto (1,1%). Em Goiás, principal Estado do Centro-Oeste no setor, a queda foi de 3,3%. No Sul, por outro lado, houve aumento significativo em todos os Estados, com destaque para Santa Catarina e Rio Grande do Sul.

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sexta-feira, 22 de junho de 2012

Nova lei permitirá ao produtor de leite negociar com indústria



Laticínios terão de informar o preço do leite até o dia 25 do mês anterior à entrega do produto, o que pode beneficiar criadores

A obrigação dos laticínios de informar o preço do leite até o dia 25 do mês anterior à entrega do produto nas indústrias dará maior margem de negociação aos criadores, que poderão optar pela empresa que pagar mais. A opinião é do presidente da Comissão Nacional da Pecuária de Leite da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), Rodrigo Sant'Anna Alvim. Ele explica que a lei publicada ontem no Diário Oficial da União atende a uma reivindicação dos produtores de leite. "O setor é um dos poucos da economia que só toma conhecimento do valor do seu produto na hora de receber o pagamento, muitas vezes até dois meses após a entrega da mercadoria nas usinas de beneficiamento", disse. 

Segundo Alvim, os produtores sempre pediram que aindústria informasse um preço de referência, "nem que fosse um mínimo". Ele argumenta que o preço informado não poderá ser muito baixo, porque neste caso o produtor irá procurar outra indústria que estiver pagando mais, "a não ser que as empresas formem um cartel". 

O dirigente acredita que a nova lei não deve prejudicar as negociações entre produtores e indústrias em Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Paraná e Mato Grosso do Sul, onde existem conselhos paritários (Conseleite), que estabelecem os parâmetros técnicos e de mercado utilizados para definir o preço do leite entre as usinas. Ele afirmou que durante a discussão do projeto de lei no Congresso Nacional a CNA tentou excluir estes Estados (que têm o Conseleite) da obrigação das indústrias de informar o preço ao produtor, mas não deu tempo. 

Alvim afirmou que outras duas propostas que existiam no projeto de lei de autoria do deputado federal Reginaldo Lopes(PT-MG) foram retiradas a pedido dos produtores. A primeira diz respeito à proibição de diferenciação de preços entre produtores na entrega de leite a uma mesma indústria. Ele diz que o deputado concordou em retirar a proposta, porque a mudança nas normas sobre padrões de qualidade do leite implica preços diferenciados. 

Outra proposta retirada proibia a diferença de preços entre o período seco (entressafra) e o das águas (safra). O sistema implica o pagamento de valores menores durante a safra para os volumes excedentes a determinada cota (calculada com base na média de leite entregue durante a entressafra). Alvim explicou que o deputado concordou em adiar as discussões sobre o sistema cota-excesso, que deve ser regulamentado nos próximos anos, com incentivo aos produtores que investem na produção de leite mesmo no período da entressafra, quando o custo é maior. Ele cita como exemplo o Canadá, onde a cota para entrega de leite às vezes vale mais que a propriedade.

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quarta-feira, 13 de junho de 2012

Crescem as vendas de leite longa vida e produção poderá ultrapassar 6 bilhões de litros em 2012



Depois de registrar um expressivo crescimento de vendas de 6,7% em 2011, a indústria de Leite Longa Vida, ou Ultra High Temperature (UHT), já consegue prever, com a análise dos primeiros meses de 2012, um bom desempenho também para este ano. A expectativa é de que as vendas em 2012 cresçam entre 3% e 4%, pouco acima do PIB, e a produção ultrapasse a marca de 6 bilhões de litros.

"O setor tem presenciado um aumento de consumo médio do leite UHT em todo o País; o leite de consumo cresceu acima da média dos produtos lácteos em geral, como comprovam os números de 2011", diz o presidente da Associação Brasileira da Indústria de Leite Longa Vida (ABLV), Laércio Barbosa.

O setor, no entanto, se desdobra para absorver os aumentos nos preços da matéria-prima e a consequente queda na rentabilidade da indústria. No ano passado, a matéria-prima teve preço médio entre 15% e 20% acima do que em 2010, dependendo a região, segundo dados da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq), da Universidade de São Paulo (USP). Ainda assim, a produção leiteira do País cresceu apenas 2,2%.

O relatório anual do setor de Leite Longa Vida acaba de ser finalizado pela ABLV. Com o aumento de 6,7% (5,81 bilhões de litros contra os 5,45 bilhões de 2010), o setor foi o maior responsável pelo crescimento de 4,2% do mercado total de leite de consumo, do qual ainda fazem parte os segmentos de leite em pó (+4,3%) e leite pasteurizado (-3,8%). O faturamento da indústria fechou em mais de R$ 10 bilhões.

De acordo com as explicações do diretor-executivo da ABLV, Nilson Muniz, os setores de Leite Longa Vida e pó se "beneficiaram do aumento de renda da população, particularmente das classes mais baixas, que passaram a consumir um volume médio maior". Além disso, a influência da renda no consumo de lácteos estimula a preferência do consumidor pelo produto Longa Vida e também traz ao mercado formal usuários que antes eram do leite sem tratamento.

Em 2011, o market share do Leite Longa Vida foi de 78,2% e do Leite Pasteurizado de 21,8%. "Por sua praticidade e facilidade de distribuição e armazenamento, bem como pela crescente credibilidade junto aos consumidores, o UHT atende ao estilo de vida do brasileiro e às características do País, com seu clima tropical e dimensões continentais", lembra Laércio Barbosa.

INVESTIMENTOS - Outro fator que impulsiona as vendas do Leite Longa Vida é o constante investimento do setor em novas plantas, aumento de capacidade industrial, modernização, pesquisa e desenvolvimento de produtos, marketing e comunicação. No ano passado, foi encerrada uma fase de aportes superiores a R$ 1 bilhão, o que marcou um dos maiores períodos de investimentos da história recente do setor, afirma Barbosa.

REPRESENTATIVIDADE - A ABLV completou 17 anos em setembro de 2011 e congrega atualmente 38 empresas, que juntas respondem por mais de 80% da produção de Leite Longa Vida no País, estimada em mais de 6 bilhões de litros em 2012. A entrada da associação no mercado, em 1994, coincide com o período que registrou maiores índices de crescimento de vendas do produto. Naquele ano, as vendas de LLV eram de 730 milhões de litros. O market share, de 20% em 1994, passou para os 78,2% em 2011.

Fonte: ABLV
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quarta-feira, 30 de maio de 2012

60% da produção nacional de leite vem da agricultura familiar



Brasil produz 22,2% a mais em cinco anos

Nos últimos cinco anos, a produção nacional de leite e derivados cresceu 22,2%, passando dos 25,2 bilhões de litros de leite em 2006, para 30,8 bilhões em 2011, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Desse total, mais de 60% ou cerca de 2/3 da produção nacional vêm de 1,3 milhão de estabelecimentos da agricultura familiar, que estão conquistando mercado por conta de políticas públicas.

"A cadeia produtiva do leite ocupa um lugar de destaque nas ações do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA), até por se tratar de um produto que garante renda regular ao agricultor familiar. Daí a necessidade de se financiar, permanentemente, a modernização dos produtores e das cooperativas", explica o diretor de Geração de Renda e Agregação de Valor da Secretaria de Agricultura Familiar (SAF) do MDA, Arnoldo Campos.

De acordo com ele, o estímulo à atividade das cooperativas permite ampliar volume e diversificar produtos. Dentre as políticas públicas do MDA para o setor, são destaques o Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) através do crédito rural, o Programa de Garantia de Preços Mínimos da Agricultura Familiar (PGPM-AF) e o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) – que conta com um sub-programa que visa o aumento do consumo de leite pelas famílias que se encontram em situação de insegurança alimentar e, também, incentiva a produção de agricultores familiares. “O PPA-Leite atua, especificamente, no território da Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste (Sudene), beneficiando todos os estados da região Nordeste e, também, o norte de Minas Gerais”, diz Campos.

Para a agricultura familiar melhorar as instalações, rebanho e pastagens, há também o Programa de Garantia de Preços (PGPAF) , que concede desconto para o pagamento de financiamentos de custeio e investimento. O valor é abatido quando o produto financiado no mercado está abaixo do preço de garantia. “E tem ainda o Seguro da Agricultura Familiar (Seaf) e o Mais Alimentos, que ajudam na qualificação tecnológica desse produtor”, acrescenta Campos. 

Assistência - Segundo o consultor da Secretaria de Agricultura Familiar (SAF/MDA), Fábio Teles, os serviços de Assistência Técnica e Extensão Rural (Ater) transferem tecnologias adequadas à otimização do lucro, com organização econômica, desde o extremo Sul do Brasil, passando pelas regiões Centro-Oeste, Sudeste, Semiárido mineiro e Nordeste brasileiro.

Fábio Teles explica que esse conjunto de políticas tem uma relação estreita com a garantia da segurança alimentar à população. Ou seja, o desenvolvimento da produção nacional garante o abastecimento estável, ao mesmo tempo que protege a população das grandes flutuações do mercado internacional, possibilitando que o preço médio de lácteos no País esteja aumentando apenas 13,4% em um cenário de crescimento de preços, atualmente, no mercado internacional. 

Política setorial visa retomada exportação 

A Política Setorial do Leite (PSL) visa preparar a agricultura familiar para superar os gargalos e ampliar a produção de matéria-prima para voltar a exportar. A PSL divide-se em quatro eixos: o produtivo, o industrial, o comercial e o associativo/cooperativo e conta com ações específicas para cada região nas áreas de crédito, seguro de renda, assistência técnica e extensão rural, capacitação e ações no mercado internacional. O financiamento da atividade se dá por meio das linhas do Pronaf, que podem ser acessadas pelos agricultores individualmente ou via cooperativa. Além do MDA, a PSL é uma parceria entre a Agência de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil) e a Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB).

O Brasil é o quinto maior produtor de leite do mundo, atrás apenas dos EUA, Índia, China e Rússia. A atividade leiteira se faz presente em 554 das 558 regiões consideradas pelo IBGE, o que garante o potencial de crescimento da produção nacional.

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quarta-feira, 23 de maio de 2012

Aumento da oferta de leite mundial reflete no preço do leite em pó



Tanto os preços no leilão gDT quanto os preços apontados pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) tem apresentado quedas consecutivas desde o início do ano, como pode ser visto no gráfico 1.

Gráfico 1: Histórico de preços de leite em pó integral segundo leilão gDT e USDA

Segundo o relatório quinzenal do USDA, a produção de leite europeia está se aproximando mais cedo que o habital do pico de produção na maioria das regiões. Embora os termômetros tenham marcado baixas temperaturas, o crescimento das gramíneas não foi comprometido. O reflexo dessa condição foi percebido com o maior volume de leite e agora as fábricas estão trabalhando com capacidade máxima. Os estoques de produtos lácteos fabricados na Europa estão altos, mas os fabricantes não estão tão preocupados, pois as vendas estão fluindo, ainda que de forma lenta.

Em relação à Oceania, o USDA notificou que a produção de leite continua mais forte que a previsão para essa época. A Nova Zelândia e Austrália estão terminando o ano de produção de forma muito positiva. Na Nova Zelândia, a produção de leite está 9 - 10% maior que o mesmo período no ano passado e na Austrália está 4 - 5% maior (de junho de um ano a maio do seguinte). Volumes de leite no final dessa estação foram estocados e volumes adicionais estão sendo ofertados no comércio global de lácteos (leilão gDT). A maioria dos produtores de leite reportou que as pastagens estavam apresentando bom desempenho, com reflexo positivo na produção de leite. E garante que o rebanho está indo para o inverno em condições muito boas.. Entretando, algumas indústrias de laticínios australianas estão projetando que em 2012 a produção será 4% mais baixo. Temem que as temperaturas mais baixas possam retardar o crescimento das pastagens, e assim, reduzir a qualidade e quantidade da alimentação do gado. 

Além da maior oferta nos países exportadores, que já tendenciavam os preços internacionais de lácteos para baixo, há agora também reflexo em decorrência do clima de instabilidade no cenário externo. 

Competividade brasileira e cenário futuro de curto prazo

A dinâmica entre o Real e os preços internacionais acontece da seguinte maneira no que se refere a balança comercial de lácteos: se os preços sobem e/ou o dólar se valoriza em relação ao real, melhora nossa competitividade; por outro lado, se os preços no mercado internacional se reduzem e/ou o real se valoriza frente ao dólar, perdemos competitividade. Nesses últimos dias, as duas variáveis trabalharam de forma oposta: os preços caíram, mas o real se desvalorizou, não alterando significativamente nossa posição competitiva: os ganhos decorrentes da desvalorização do real foram anulados pela redução nos valores do leite em pó.

A tabela 1 simula o preço de entrada do leite em pó integral proveniente do Mercosul, considerando o novo patamar de câmbio e o valor da tonelada do leilão gDT de 15/05. Considerando o frete de entrada, o leite em pó chegaria ao Brasil a valores próximos a R$ 0,67/litro mantendo o descolamento de preços frente ao valor brasileiro, que hoje em média vale R$ 0,86/litro.

A redução nos preços internacionais do leite em pó deve resultar em desestímulo à produção e aumento do consumo no médio prazo, já que várias moedas, entre elas o Yuan chinês, não sofreram desvalorização. Isso quer dizer que o poder de compra da China, principal importador mundial, aumenta à medida que os preços do leite em pó caem e sua moeda não desvaloriza na mesma proporção (como foi o caso brasileiro, Tabela 2). Há, no entanto, um período de tempo até que esse fenômeno atinja o mercado, de forma que os preços podem permanecer baixos no mercado externo por alguns meses.

Tabela 1: Comportamento das moedas: dias atuais versus janeiro de 2012.

Tabela 2: preço aproximado do litro de leite que entra no Brasil do Mercosul, em R$ (Fonte: MilkPoint, a partir de dados do gDT, Cepea/USP)

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sexta-feira, 11 de maio de 2012

Importações de leite em pó caem 34% em abril



A balança comercial de lácteos em abril apresentou um déficit de 9.237 toneladas, 40% mais baixo quando comparado com o mês passado. Considerando o dado em valor, o déficit foi de 34 milhões de dólares, como pode ser observado na tabela 1.

Tabela 1: Balança comercial de lácteos - abril de 2012


Em relação ao mesmo período do ano anterior, as importações de produtos lácteos em volume foram 13% superiores, com 1500 toneladas importadas a mais do que em abril de 2011. Quando analisamos o valor em equivalente-leite (a quantidade de leite utilizada para produzir um quilo de determinado produto), foram importados 79,16 milhões de litros de leite em abril, 26% a menos do que mês passado e 10,3% a menos que a quantidade internalizada em abril de 2011, que na época totalizou 88,21 milhões de litros, como pode ser visto no Gráfico 1. Essa inconsistência entre volume e equivalente leite pode ser explicada pelo volume superior em 2012 de soro e leite fluido que possuem pequeno impacto na conversão em equivalente leite, mas são contabilizados na quantidade importada.

Gráfico 1. Quantidade de equivalente leite importada mensal


O volume total de produtos lácteos internalizados foi de 13.093 toneladas, o que representou o montante de 46,182 milhões de dólares. O produto de maior impacto nas importações é o leite em pó (incluindo o integral e desnatado), com 5.875 toneladas, 34% a menos do que em março. 

No mês passado o Chile apresentou um aumento expressivo como exportador de leite em pó para o Brasil, mas agora em abril o cenário já apresenta uma participação chilena mais tímida, de 15%, colocando 876 toneladas do produto. Em compensação, o Uruguai voltou a aumentar sua participação e foi responsável 2.806 toneladas importadas. A Argentina reduziu sua participação nas importações de leite em pó, enviando 2.193 toneladas, valor dentro da cota estipulada entre os países de 3.600 toneladas mensais. 

Quanto às exportações, houve aumento de 10% em relação ao mês passado, totalizando um valor de 3.856 toneladas e R$ 12,16 milhões de dólares, com grande destaque para o leite condensado.

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quinta-feira, 26 de abril de 2012

Cresce a produção de leite no Brasil e com ela a preocupação com a qualidade do produto final para o consumidor



Por meio da divisão Water Technologies, há 10 anos a Beraca investe em programa de tecnologias para melhoria da qualidade da água utilizada na produção rural, incluindo o leite 

Segundo previsão da Leite Brasil, associação que representa os produtores brasileiros, o mercado de leite deve continuar crescendo em 2012, passando de uma produção aproximada de 31 bilhões de litros, em 2011, para 32,3 bilhões de litros neste ano.  

Com o aumento da produção e do consumo, surge também a preocupação com a qualidade do produto que chega aos consumidores. E não só com a condição do leite em seu estágio final, mas em todos os passos do processo produtivo, a partir da ordenha. No caso do leite, por exemplo, toda a água utilizada durante a sua cadeia de obtenção tem papel fundamental no resultado final, desde o que se disponibiliza para o consumo animal até os recursos aplicados para a manutenção dos equipamentos.

Por meio da divisão Water Technologies, a Beraca - que há mais de 50 anos investe no desenvolvimento de tecnologias sustentáveis no país - promove um programa de melhoria da qualidade da água que engloba produtos sanitizantes e desinfetantes, além de equipamentos dosadores que atendem às necessidades dos produtores rurais. 

“Há 10 anos aplicamos este programa nas maiores empresas nacionais e regionais do segmento de aves, suínos e agora produtores leite”, destaca João Luis dos Santos, Gerente de Produtos da Beraca. “Temos um corpo técnico composto de veterinários, engenheiros civis, sanitaristas e químicos que, por sua multidisciplinaridade, está apto a atender qualquer situação e ministrar treinamentos relativos ao assunto  para empresas e produtores” completa.

Questão de saúde 

Vale destacar que, mais do que adequar-se às exigências de mercado, a sanitização é muito importante por tratar-se de uma questão de saúde pública. Seja pelo consumo de água contaminada na propriedade, que coloca em risco a saúde daqueles que se abastecem desta, ou pela contaminação do leite. O aumento do consumo de leite e derivados crus, sem condições de higiene adequada em seu processamento, coloca em risco de toxinfecções graves aqueles que os consomem.

Segundo Joao Luis, a Instrução Normativa 62 é a responsável pelo padrão de qualidade da água que deve ser utilizada em toda cadeia de produção de leite. “A fonte de abastecimento de água, por exemplo, deve assegurar um volume total disponível correspondente à soma de 100 l por animal a ordenhar e 6 l para cada litro de leite produzido”. Além disso, deve ser de boa qualidade e apresentar, obrigatoriamente, as características de potabilidade fixadas no Regulamento da Inspeção Industrial e Sanitária de Produtos de Origem Animal - RIISPOA. Com relação aos reservatórios de água tratada, as normas estipulam que sejam mantidos tampados e isolados por cercas em pontos afastados das instalações, para que não possam provocar danos. O controle da taxa de cloro deve ser diário.

Ao contrário do que se pensa, os investimentos não são altos para quem quer se adequar às normas. Para se ter uma noção, o produtor de 500 litros de leite por dia, que ordenhe 50 animais -  utilizando o consumo de água proposto pela IN 62 (100 l por animal a ordenhar e 6 l para cada litro de leite produzido) e considerando a água que necessite apenas de um processo regular de desinfecção, o valor empregado em produtos e dosadores será de R$ 0,0034/litro de leite produzido em um ano. No segundo ano, quando não será necessário de investir em equipamentos, a cifra é reduzida para R$ 0,0015/litro de leite produzido no ano. “Este valor pode ser considerado padrão, ao menos que a água disponível seja muito turva ou barrenta, o que irá demandar mais fases no tratamento. Outro detalhe é a questão dos reservatórios, que deverão ser adequados em caso de mal dimensionamento”, esclarece João Luis. 

O custo com água potável em uma propriedade é irrisório se comparado aos riscos a que podemos estar expostos ao utilizar recursos em condições impróprias. Uma contaminação, dependendo do microrganismo, pode matar em alguns dias, ou deixar a pessoa adoecida por semanas. “Normalmente, os produtores separam a água de suas propriedades em dois tipos, uma potável para uso mais nobre e outra, sem tratamento, para limpezas e consumo animal. Isso significa colocar em risco todo o processo produtivo uma vez que em determinado momento de descuido, as águas poderão entrar em contato e o trabalho de separação poderá ser perdido”, defende o especialista.

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terça-feira, 24 de abril de 2012

Preço do leite está bom, mas cenário poderá mudar


Se o governo não tomar medidas contra o excesso de importação de leite e derivados dos países vizinhos, a crise atingirá a cadeia produtiva do setor nos próximos meses. A avaliação é do representante do Conselho Paritário de Produtores e Indústrias de Leite (Conseleite) Irineu Bornholdt, que presidiu a reunião mensal da entidade realizada na última quinta-feira (19) em Chapecó. Participaram do encontro proprietários de indústrias e produtores para definir os preços de referência do leite e derivados.

Os dados oficiais para conclusão dos valores finais dos produtos foram apresentados pelos pesquisadores da Universidade Federal do Paraná (UFPR), através de convênio assinado entre a instituição, a Faesc e o Sindicato das indústrias de laticínios e produtos derivados de Santa Catarina (Sindileite). Mensalmente, é realizada visita às indústrias do Estado para avaliar 14 derivados e, assim, chegar a um valor de referência bom para as empresas e para o produtor.

A professora Vânia Guimarães assinalou que os resultados mostraram um nível de estoque de leite maior nas indústriasno mês de abril comparado ao mesmo período em anos anteriores.

De acordo com os vice-presidentes regionais da Federação da Agricultura do Estado de Santa Catarina (Faesc), Adelar Zimmer e Américo do Nascimento, o preço do leite nos últimos meses estabilizou na faixa dos R$ 0,80, com viés de alta. O valor pago ao produtor é considerado bom para os dirigentes, no entanto, a valorização do real, o alto custo dos insumos, a falta de estrutura logística e o grande volume de importação de produtos lácteos vindos, principalmente, da Argentina e Uruguai pode alavancar uma crise e a derrubada dos valores nos próximos meses. 

A safra inicia em maio e, por isso, os indicadores automaticamente sofrem alterações. "Considerando que o Brasil aumentou 50% a compra dos produtos lácteos de 2011 para 2012, o excesso de leite causará grandes transtornos ao mercado catarinense, especialmente aos produtores, que perderão por não terem como competir com os preços baixos dos países vizinhos", avaliou Zimmer.

Hoje, a importação sobrepõe a preocupação do setor com relação à estiagem e o alto valor do milho pago pelos produtores. "No oeste, a situação se agrava ainda mais, pois a região é a maior bacia produtora, responsável por 65% do leite recolhido", complementa o dirigente.

"O Conseleite continuará cobrando atitudes do governo, para que os produtores e as indústrias catarinenses não sejam penalizadas com o grande volume de produtos que entram no Brasil", finalizou o representante do Conseleite, Irineu Bornholdt.

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terça-feira, 17 de abril de 2012

Nestlé anuncia novo investimento no Rio Grande do Sul



A unidade da Nestlé em Carazinho vai receber um investimento de R$ 60 milhões em novas linhas de produção. A informação foi divulgada ontem pelo presidente da empresa no Brasil, Ivan Zurita, durante encontro com o governador Tarso Genro no Palácio Piratini, em Porto Alegre. 

A expectativa da Nestlé é que as novas instalações estejam concluídas até o final do ano. Segundo o dirigente da empresa, o investimento tem o objetivo de modernizar a capacidade industrial da empresa com novas tecnologias, que permitirão a fabricação de produtos de melhor qualidade, especialmente no setor de alimentos para bebês. "Serão equipamentos que permitem desmineralizar o soro, uma tecnologia que estamos trazendo para o Brasil. Com isso poderemos fabricar aqui matérias-primas especiais que temos que importar e ganharemos condições de produzir itens melhores para o mercado externo", explicou. 

De acordo com Zurita, a empresa planeja criar um polo exportador para toda a América Latina. Atualmente, de 8% a 9% dos produtos fabricados pela unidade de Carazinho é exportado pela empresa. Com as novas instalações, a expectativa é aumentar essa quantia para 20%. O volume de produção também deve aumentar de 5% a 10%. Atualmente, a Nestlé fabrica no Estado 70 mil toneladas de produtos por ano, principalmente leite Ninho e Molico, leite condensado e creme de leite, mas já planeja um maior desenvolvimento no setor de achocolatados.

Com o crescimento da produção, a demanda por matéria-prima também deve aumentar. Conforme Zurita, a empresa hoje capta 400 mil litros de leite por dia, mas tem o plano de duplicar essa recepção em um prazo de três a cinco anos. Além disso, mais pessoas devem ser contratadas pela Nestlé na unidadede Carazinho.

A Nestlé responde pela maior arrecadação de ICMS no município. Conforme a assessoria do governo, a concessão de benefícios fiscais para a empresa depende da avaliação das secretarias da Agricultura, Desenvolvimento e Fazenda, ainda sem prazo definido.

Fonte: Jornal do Comércio
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segunda-feira, 2 de abril de 2012

Redução das pastagens e menor produção provocam alta do leite em 8% nas prateleiras



Maior problema ocorre pela entressafra de pastagens, neste ano prejudicada pela seca no Sul do Brasil

Pecuaristas do Rio Grande do Sul estão negociando leite a um preço 7,7% superior ao mesmo período de 2011, e o consumidor já paga mais 8% no supermercado. O aumento é reflexo da entressafra de pastagens, neste ano antecipada pela seca. Segundo o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), a seca provocou queda de até 50% na produção, e a escassez de leite acirra a disputa pelo produto.

– Em janeiro, tínhamos preço recomendado de R$ 0,64, e a indústria chegou a pagar R$ 0,82. Essa diferença de R$ 0,18 foi bem maior do que no ano passado, quando ficou em torno de R$ 0,06 – explica Carlos Feijó, presidente do Conselho Estadual do Leite (Conseleite) do RS, que regula os preços ao produtor no Estado.

Outro motivo da alta de preço é o reajuste nos salários do setor em 10%, acrescenta o secretário-executivo do Sindicato da Indústria de Laticínios e Produtos Derivados (Sindilat-RS), Darlan Palharini. Feijó aponta aumento de 20% nos custos de produção.

– Quando a gente mais precisou investir, o farelo de soja e o milho tiveram alta, inflacionando a ração – lamenta João Augusto Telles, produtor de Pejuçara, noroeste do Estado.

Os preços devem se manter mesmo com a regularização da chuva. Palharini avisa que, neste ano, a indústria trabalha com patamar mais alto:

– Para que todos tenham resultados e possam investir, o preço do litro não poderá baixar de R$ 1,85.

Presidente da Associação Gaúcha de Supermercados (Agas), Antônio Cesa Longo afirma que o preço do leite deve se elevar até agosto. A partir de setembro, espera redução.

Derivados como leite em pó e queijo também podem subir de preço, calcula o executivo do Sindilat. Creme de leite e leite condensado devem seguir estáveis, já que a matéria-prima não vem apenas do Rio Grande do Sul, avalia Longo.

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quinta-feira, 29 de março de 2012

Preço do leite ao produtor subiu 2% em março



O mercado ganhou força, diante da menor oferta de leite e demanda aquecida.

Passado o pico de produção, verificado em dezembro no Centro-Oeste e Sudeste, a disponibilidade está diminuindo gradualmente. A falta de chuvas em algumas regiões colabora.

Considerando a média nacional ponderada, o preço do leite subiu 2,0% no pagamento de março, na comparação com o pagamento anterior.

Segundo levantamento da Scot Consultoria, o produtor recebeu, em média, R$0,811 por litro.

Na comparação com o mesmo período do ano passado o produtor está recebendo 7,7% mais por litro, em valores nominais.

Para o próximo pagamento, a ser realizado em meados de abril, a expectativa é de alta para o produtor.

Fonte: Scot Consultoria
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