sexta-feira, 27 de abril de 2012

Dilma deve vetar partes do Código Florestal que levem a anistia, diz Ideli

Ministra lamentou texto da nova lei aprovada nesta quarta pela Câmara. Proposta manteve regra que manda recompor áreas desmatadas em rios 

A ministra das Relações Institucionais, Ideli Salvatti, afirmou na tarde desta quinta-feira (26) que a presidente Dilma Rousseff deverá vetar partes do projeto do novo Código Florestal aprovado pela Câmara dos Deputados na noite desta quarta-feira (25). Segundo Ideli, a presidente já afirmou que vai eliminar trechos do projeto que representem anistia para desmatadores.

"Eu tenho a convicção, até porque ela [Dilma] já manifestou inúmeras vezes, que o que representar anistia não terá apoio, não terá respaldo do governo. Qualquer questão que possa ser interpretada, ou, na prática signifique anistia, eu acredito que tenha chance de sofrer o veto porque ela [Dilma] já tinha anunciado", disse Ideli.

A ministra não detalhou que trechos da nova lei podem levar à anistia, que perdoem multas aplicadas ou que desobriguem o produtor rural a recompor vegetação devastada. O texto passou na Câmara com pontos defendidos por ruralistas e sem as mudanças feitas a pedido do governo na versão que havia sido aprovada no Senado.

"O governo defendia o projeto aprovado pelo Senado porque foi uma construção de bom-senso, que buscava atender os interesses, tanto dos ruralistas quanto dos ambientalistas. Agora, a Câmara deliberou de forma diferente. Obviamente tem de ser respeitada, e a presidente Dilma vai avaliar com toda a serenidade para a sanção do projeto", completou Ideli.

Recomposição

O texto aprovado nesta quarta manteve regra aprovada no Senado que obrigava os produtores a recompor vegetação desmatada em beiras de rio, numa faixa de no mínimo 15 metros ao longo das margens. O relator, porém, incluiu dispositivo segundo o qual a exigência de recomposição para pequenos produtores "não ultrapassará o limite da reserva legal estabelecida para o respectivo imóvel".

A reserva legal é o percentual de mata nativa que deve ser preservado nas propriedades privadas(varia de 20% a 80% do tamanho da terra, dependendo da região). O artigo de Piau visa evitar que a área de recomposição de APPs se torne muito maior do que a propriedade que poderá ser mantida pelo produtor.

A recomposição vale para quem desmatou até julho de 2008 e é uma alternativa ao pagamento de multas aplicadas aos produtores que produziram em APPs. A regra sobre a recomposição havia sido abolida no relatório do deputado Paulo Piau (PMDB-MG), mas foi reinserida pelo presidente da Câmara, Marco Maia (PT-RS), o que foi considerado uma vitória do governo.

Princípios

Outra alteração aprovada na Câmara  e considerada umas das principais modificações para atender ao setor agropecuário está na exclusão do artigo 1º do texto aprovado pelo Senado, que definia uma série de princípios que caracterizam o Código Florestal como uma lei ambiental.

Ficou de fora, por exemplo, orientação para que o Brasil se comprometesse com a preservação das florestas, da biodiversidade, do solo, dos recursos hídricos e com a integridade do sistema climático.

Também foi eliminado princípio que reconhecia "função estratégica" da produção rural para a recuperação e manutenção das florestas. Outro princípio excluído dizia que o Brasil iria seguir modelo de desenvolvimento ecologicamente sustentável, para conciliar o uso produtivo da terra com a preservação.

Para o PV e o PT, ao rejeitar esse dispositivo, o relator reforçou a tese de que o Congresso está transformando o Código Florestal em uma lei de consolidação de atividades agropecuárias ilegais, ou uma lei de anistia, o que contraria o governo.


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Suinocultores de MT buscam linha de crédito do FCO



O objetivo de resolver os entraves na produção do setor de suinocultura, como a alta do milho e a falta de crédito, o deputado estadual, Zeca Viana (PDT), junto com os representantes da Associação dos Criadores de Suínos de Mato Grosso (Acrismat), Paulo Cezár Lucion e Custódio Rodrigues se reuniram nesta quarta-feira (24), com o secretário de Estado de Indústria, Comércio, Minas e Energia, Pedro Nadaf.

Para o secretário a melhor saída seria buscar uma linha de crédito no Fundo Constitucional de Financiamento do Centro-oeste (FCO). Nadaf solicitou aos representantes da Acrismat um estudo sobre o volume de crédito necessário para atender aos suinocultores do estado.

A Acrismat se comprometeu em apresentar o estudo dos custos nessa quinta-feira (25). Em contrapartida, Nadaf apresentará os valores no próximo dia 03 de maio, durante uma reunião do Conselho Deliberativo do Fundo do Desenvolvimento do Centro-Oeste (CONDEL/FCO), que compete aprovar os programas de financiamento.

Segundo o deputado Zeca Viana essa é a melhor alternativa para o setor, já que existe a necessidade dos recursos em curto prazo. Na reunião o diretor-executivo da Acrismat, Custódio Rodrigues, destacou que a empregabilidade da suinocultura é alta e que o setor precisa de atenção. “A solução imediata seria uma linha de crédito com a retenção de matrizes, com um ano de carência e dois para pagar”, disse Custódio.

CRISE NO SETOR - O setor de suinocultura de Mato Grosso passa por uma crise devido a alta do preço do milho, principal fonte de alimentação dos suínos. Os produtores do estado buscam uma linha de crédito para comprar o insumo, ou mesmo fazer a própria produção. Para agravar ainda mais a situação, o Governo do Estado baixou o Decreto n° 1.046, taxando em 17% a compra do milho nas operações promovidas pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), de saídas de mercadorias, mantidas em estoque por período superior a um ano.

REVOGAÇÃO - Na semana passada o deputado Zeca Viana e os representantes da Acrismat e da Conab se reuniram com técnicos da Secretaria de Fazenda do Estado de Mato Grosso (Sefaz) no intuito de pedir a revogação Decreto n° 1.046. Na ocasião, Zeca Viana obteve a garantia de que o Governo do Estado irá revogar a medida ainda esta semana, o que ainda não aconteceu.

“Mostramos aos técnicos da Sefaz o equívoco em publicar esse decreto que onera ainda mais os criadores de suínos e taxa duas vezes a transações feitas pela Conab. Estamos aguardando a suspensão do decreto”, disse Viana. 

Fonte: FCO
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quinta-feira, 26 de abril de 2012

Produção de cana no Brasil deve subir 3% por ano até 2020



Embora o clima instável esteja afetando a produção de cana-de-açúcar desde 2009, safra ainda dá retornos melhores se comparada à soja e ao milho no Centro-Sul do país

A produção de cana-de-açúcar do Brasil deve crescer 3% por ano e alcançar 846 milhões de toneladas até 2020, previu a Organização Internacional do Açúcar (ISO, na sigla em inglês) nesta quinta, dia 26.

Embora o clima instável esteja afetando a produção de cana-de-açúcar desde 2009, a safra ainda dá retornos melhores se comparada à soja e ao milho na região Centro-Sul do país, tornando a cana a opção preferencial dos agricultores, afirmou a ISO em relatório após três dias de conferência na Índia.

"A produção de açúcar no Brasil deve subir oito milhões de toneladas do nível atual até 2020, chegando a 47,5 milhões de toneladas", disse a organização. O excedente líquido de açúcar exportável deve alcançar 32,9 milhões de toneladas em 2020.

A estimativa para a produção anual de etanol do Brasil aumentou para 43,6 bilhões de litros em 2020, ante 25 bilhões de litros atualmente. As informações são da Dow Jones.

Fonte: Agência Estado
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O potencial das energias renováveis


Especialistas destacam o uso da biomassa para o aumento da oferta de energia elétrica no Brasil

O Projeto Agora produziu um vídeo com quatro especialistas em energia e sustentabilidade que destacam o potencial das energias renováveis – em especial a biomassa – para o aumento da oferta de energia elétrica no Brasil. O Projeto Agora é uma iniciativa de comunicação integrada da cadeia produtiva da cana-de-açúcar.

O material reúne depoimentos dos seguintes especialistas: o ex-ministro e pesquisador da Universidade de São Paulo José Goldemberg; Mário Veiga, da Academia Brasileira de Ciências; Adriano Pires, do Centro Brasileiro de Infraestrutura; e Nivalde de Castro, do Grupo de Estudos do Setor Elétrico da Universidade Federal do Rio de Janeiro.

O roteiro assinala que o Brasil tem uma das matrizes energéticas mais limpas do mundo, com mais de 45% de toda a energia utilizada no País gerada a partir de fontes renováveis. Entretanto, os especialistas ressalvam que este cenário pode ser comprometido pela ausência de uma política energética mais eficaz por parte do governo.

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