quarta-feira, 9 de maio de 2012

Agricultores do Nordeste têm nova linha de crédito



Produtores familiares afetados pela seca terão um limite de R$ 12 mil cada, com prazo de pagamento até dez anos

Os agricultores familiares enquadrados no Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) e afetados pela seca ou estiagem na área de atuação da Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste (Sudene) contam, a partir desta terça-feira (8/5), com uma linha de crédito especial. 

Resolução do Banco Central publicada no Diário Oficial da União abrange os municípios que tiveram decretada situação de emergência ou estado de calamidade pública, pelo Ministério da Integração Nacional, a partir de 1º de dezembro de 2011. 

O crédito vale para os agricultores familiares adimplentes que desejam realizar operações de investimento. O limite de crédito por agricultor é R$ 12 mil, com prazo de pagamento até dez anos, com três anos de carência, e taxa de juros de 1% ao ano. O agricultor conta ainda com um bônus de desconto de 40% sobre as parcelas de financiamento pagas em dia. 

Para os agricultores enquadrados no grupo B do Pronaf, cuja renda familiar anual é até R$ 6 mil, o limite de crédito é R$ 2,5 mil, com as mesmas condições. O Pronaf B é uma linha de microcrédito rural voltada para a produção e geração de renda das famílias agricultoras de baixa renda do meio rural. São atendidos famílias agricultores, pescadores, extrativistas, ribeirinhos, quilombolas e indígenas que desenvolvam atividades produtivas no meio rural. 

Os agricultores que quiserem acessar o crédito têm até o dia 30 de dezembro de 2012 para solicitá-lo. Ele deve procurar uma empresa de assistência técnica e extensão rural no seu município para obter orientações sobre como acessar a linha de crédito e a melhor forma de empregar os recursos. 

Os financiamentos priorizam projetos de convivência com a estiagem ou seca, focados na sustentabilidade dos agroecossistemas, priorizando ações de infraestrutura hídrica e implantação, ampliação, recuperação ou modernização das demais infraestruturas, inclusive as relacionadas a projetos de produção e serviços agropecuários e não agropecuários, de acordo com a realidade da unidade familiar. 

Outra linha de crédito, com limite até R$ 100 mil por beneficiário, foi instituída pelo Banco Central para produtor rural (pessoa física ou jurídica), cooperativa ou associação de produtores da área da Sudene que estejam fora do Pronaf. A taxa para esse financiamento será 3,5% ao ano, em até oito anos, incluídos até três anos de carência. O prazo de contratação também é até 30 de dezembro de 2012.

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Política de biocombustíveis na China deveria contemplar etanol brasileiro



O governo chinês parece cada vez mais sintonizado com uma política de biocombustíveis nacional, apesar das dificuldades de produção que enfrenta em razão de uma série de fatores. Para a União da Indústria de Cana-de-Açúcar (UNICA), a adesão da China a um projeto mais arrojado de biocombustíveis é bem-vinda, e deveria contemplar a importação do etanol brasileiro produzido a partir da cana, para atender à crescente demanda.

”É salutar que a China tenha adotado uma política de biocombustíveis mais ambiciosa. No entanto, acreditamos que os chineses deveriam permitir que o etanol produzido no Brasil possa se somar à produção local, o que traria benefícios enormes no que tange à redução de gases de efeito estufa (GEEs), em particular no transporte público chinês que tem crescido rapidamente,”avalia Géraldine Kutas, Assessora Sênior do presidente da UNICA para Assuntos Internacionais.

Meta de Consumo

No dia 24/04, um porta-voz do Escritório Nacional de Energia da China informou que o governo chinês estabeleceu uma meta de consumo de cinco milhões de toneladas de biocombustiveis no período de 2011 a 2015, quase o dobro do que foi estipulado no plano quinquenal anterior (2006-2010). Em 2011, a China importou cerca de 55% do seu consumo em petróleo.

Para Li Shizhong, diretor do Centro de Pesquisa em Novas Energia, do Instituto de Pesquisa Nuclear da universidade Tsinghua, “a indústria de biocombustíveis é um sistema integrado que pode impulsionar o desenvolvimento de uma série de outras indústrias como a agricultura, produtos químicos, plásticos, automotiva, geração de energia, transportes e serviços, além de estimular a demanda doméstica”.

Limites para produção

Os recentes e sucessivos aumentos do PIB chinês dos últimos anos esbarram em um problema que deve ser enfrentado quando se pensa na produção em escala de biocombustíveis. “Há limitações claras de terra e água no país, o que se contrapõe a uma população crescente e com poder aquisitivo que emerge. Este cenário teoricamente favoreceria a importação de etanol do Brasil,” conclui a assessora da UNICA.

Fonte: Unica
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Receita com exportações de café cresce 15,7% nos dez meses do ano safra 2011/2012



A receita com as exportações de café brasileiras apresentou um crescimento de 15,7% considerando os dez meses da safra 2011/2012 (jul-11/abr-12) em comparação com o mesmo período da safra anterior, chegando a US$ 6,933 bilhões. As informações são do Balanço das Exportações divulgado ontem, dia 8, pelo CeCafé (Conselho dos Exportadores de Café do Brasil).

Guilherme Braga, diretor-geral da entidade explica que "o aumento na receita do ano safra até o momento em relação ao mesmo período da safra anterior está relacionado não apenas aos preços, que tiveram 33,3% de crescimento neste intervalo. Ele se deve também à qualidade do café exportado - os cafés especiais já respondem por 29,9% do total. A expectativa é que essa tendência se mantenha ou tenha uma leve alta até o final da safra." 

No mês de abril de 2012 a receita registrou uma queda de 30,7% em relação à apurada no mesmo período de 2011, ficando em US$ 479,158 milhões. Também neste mês, houve uma redução na ordem de 28,5% no volume exportado quando comparado ao apontado em abril do ano passado, totalizando 1.963.124 sacas exportadas.

O relatório mostra que 86,6% do café exportado de janeiro a abril de 2012 foi da variedade arábica, 10,8% de solúvel, 2,4% de robusta e 0,2% de torrado & moído.

O Balanço das Exportações aponta ainda que, nos quatro primeiros meses deste ano, o principal mercado importador foi a Europa, que adquiriu 56% do total embarcado do produto brasileiro. A América do Norte respondeu pela compra de 20% do total de sacas exportadas, a Ásia por 17% e a América do Sul por 3%.

No período de janeiro a abril deste ano, a Alemanha liderou a lista de países importadores, com 1.639.526 sacas importadas (19% do total exportado), seguida pelos EUA, com 1.534.751 sacas (18% do total) e a Itália, com 890.462 sacas (10%). No quarto lugar está o Japão, com 609.010 sacas (7% do total) e finalmente a Bélgica, ocupando a quinta posição, com 601.566 sacas (7% do total).

As principais vias de exportação do café em abril de 2012 foram o porto de Santos, responsável pelo escoamento de 78% do produto (6.689.213 sacas), o porto de Vitória, que embarcou 12,0% do total (6.689.213 sacas) e o porto do Rio de Janeiro, por onde saíram 7,5% do total (645.299 sacas).

Fonte: CeCafé
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Algodão: preço no mercado mato-grossense teve leve alta



Os preços do mercado mato-grossense de algodão em pluma obtiveram leve alta na semana passada. A variação semanal foi de -0,2% 

O mercado segue a mesma tendência da semana passada, com poucos negócios da pluma as algodoeiras aguardam a nova safra para melhores qualidades de algodão. Nesta sexta-feira (4), se observou uma média de redução regional de R$ 0,30/@ da pluma, fechando a R$ 49,50/@, em Nova Mutum, e R$ 50,30/@, em Alto Garças.

Os preços do mercado à vista e oito dias de algodão em pluma obtiveram leve alta nesta semana, em relação à semana passada, que foi de queda. Com uma média semanal de -0,22% o preço à vista encerrou a semana em centavos de R$ 159,17/lp e para pagamento em 8 dias, centavos de R$ 160,44/lp. A ausência de negociações deixou os preços da pluma sem muitas oscilações.

Fonte: Só Notícias
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