quinta-feira, 10 de maio de 2012

Câmara dos Deputados aprova medida que concede subsídios para estocagem de etanol



MP prevê utilização de recursos da Cide para criação de linha de crédito

A Câmara dos Deputados aprovou nessa quarta, dia 9, a Medida Provisória (MP) que trata de incentivos para a produção de etanol. A MP prevê a utilização de recursos da Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico (Cide) cobrada sobre a venda de combustíveis para criar uma linha de crédito para financiar a estocagem de etanol.

Com a edição da MP, o governo passou a usar o dinheiro da Cide para subsidiar Empréstimos dos bancos públicos para a estocagem de álcool com taxas de juros menores. O deputado Heleno Silva (PRB-SE), relator do projeto de lei de conversão da medida provisória, estima que a subvenção econômica aos produtores de álcool tenha um custo de R$ 65 milhões ao Orçamento Geral da União. A estocagem permitirá a manutenção dos preços do etanol nos períodos de entressafra da cana-de-açúcar.

O Ministério da Fazenda ficará responsável por estabelecer os critérios para que os bancos públicos possam conceder os incentivos na forma de juros mais baixos. Além da Cide, a linha de crédito poderá utilizar recursos da Poupança Rural e de outras fontes a serem definidas pelo Conselho Monetário Nacional.

O relator incluiu no texto da MP uma emenda para que os produtores de cana-de-açúcar dos Estados abrangidos pela Superintendência de Desenvolvimento do Nordeste (Sudene) recebam também subsídios de R$ 5 por tonelada. Serão atendidos os produtores dos Estados do Nordeste, Espírito Santo, Rio de Janeiro e de parte de Minas Gerais, até o limite de produção de 10 mil toneladas.

O texto segue para o Senado. Se receber emendas na Casa revisora, ele voltará à Câmara dos Deputados para última análise antes de seguir para a sanção presidencial.

Fonte: Agência Brasil
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Carne suína: produtor mineiro recupera renda com exportações



Setor aumenta vendas externas em quase 200% no quadrimestre 

As vendas da carne suína de Minas no exterior, entre janeiro e abril, movimentaram US$ 37,2 milhões, cifra 198,45% superior à registrada no primeiro quadrimestre do ano passado, informa a  Secretaria de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa), com base em dados do Ministério de Desenvolvimento,  Indústria e Comércio Exterior (MDIC). 

Para o superintendente de Política e Economia Agrícola, João Ricardo Albanez, os bons resultados do quadrimestre confirmam uma tendência de ascensão do produto no mercado mundial em contraponto à retração dos mercados por causa da crise econômica.  

O desempenho de Minas Gerais é melhor que a média nacional. Os dados do Brasil mostram que as exportações de carne suína no primeiro quadrimestre movimentaram cerca de US$ 434,0 milhões, uma retração de 3,6% diante dos resultados do mesmo período de 2011. 

Segundo Albanez, a soma  obtida com a comercialização da carne suína no exterior é consequência do aumento dos embarques do produto para  13 mil toneladas (143,59%) e do preço médio na faixa de US$ 2,8 mil a tonelada, equivalente a uma progressão de 22,51% diante do valor registrado no primeiro quadrimestre de 2011.   

Ele observa que os dados do primeiro trimestre de 2012 já mostravam a carne suína de Minas superando os resultados negativos do ano anterior e firmando-se no cenário internacional por meio do aumento do valor médio e da expansão das vendas nos mercados de destino. 

A Rússia manteve a liderança das importações da carne suína mineira no quadrimestre, com 45,8% do valor exportado. Em seguida vêm Hong Kong (21,9%), Ucrânia (16,2%) e Albânia (5,8%). Os quatro destinos adquirem 89,7% do produto colocado por Minas no mercado externo. Fazem parte também da relação de compradores outros 17 países.  

Cenário alternativo

Para o superintendente, “o mercado internacional se transformou em boa alternativa para a colocação da carne suína mineira numa fase em que o cenário brasileiro se mostrava pouco sustentável para os negócios da suinocultura”. Dados de 2011 mostram que, enquanto os abates inspecionados do setor no Estado alcançavam 4,1 milhões de cabeças, ou 390,4 mil toneladas, as exportações de todo o ano foram de apenas 6,6% daquele volume. Já no primeiro quadrimestre deste ano, o volume exportado equivale a 49% das exportações de 2011, ele acrescenta. 

“O aumento das exportações é oportuno porque os produtores fizeram altos investimentos em matrizes no ano passado para atender a um possível aumento do consumo interno e externo. Mas houve obstáculos, como as barreiras da Argentina às importações e o consequente aumento da oferta de carne suína no Brasil, principalmente por causa do grande volume da carne procedente das granjas do Sul do país. 

“Além de superar parte do problema por meio das exportações, os suinocultores de Minas agora têm a expectativa de melhoria também  do mercado interno, começando com a possiblidade de boas vendas da carne para o “Dia das Mães”, explica Albanez.  

Álcool e café

O álcool foi o produto do agronegócio mineiro com maior índice de crescimento (370,4%) nas vendas externas, ao registrar uma receita da ordem  de US$ 16 milhões. Esses números resultaram do aumento dos embarques para 13,3 mil toneladas (325,0%) e do valor médio do produto para US$ 1,2 mil a tonelada (10,7%).

A quebra das barreiras dos Estados Unidos ao álcool brasileiro tem contribuído para o aumento das exportações do produto. No primeiro quadrimestre de 2012, o país adquiriu 99,9% do alcool embarcado por Minas. O restante foi destinado ao Paraguai e Guiné Equatorial.    

No grupo café, apesar da retração das exportações do produto em grão, o processado (solúvel) teve vendas de US$ 6,3 milhões, valor cerca de 13,0% superior ao registrado em idêntico período de 2011. Embora os embarques tenham se mantido praticamente no mesmo nível, em torno de mil toneladas, o produto alcançou uma cotação média de US$ 5,9 mil a tonelada, equivalente a um aumento de 13,4% na comparação com o valor registrado entre janeiro e abril do ano passado. 

Exportações de carne suína jan/abr2012:

Minas: US$ 37,2 milhões (+198,45%)
Embarques: 13,0 mil t (+143,59%)
Brasil: US$ 434,0 milhões (-3,6%)
Embarques: 168,3 mil/t (+0,96%)

Fonte: SEAPA-MG
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quarta-feira, 9 de maio de 2012

Sagri apresenta tela que acelera fotossíntese e protege plantas de pragas



Com uma unidade demonstrativa a secretaria de Agricultura e Desenvolvimento Rural (Sagri) apresentará este ano uma novidade no cultivo protegido de hortifrutigranjeiros durante a realização da 12ª Agrotins - maior feira de tecnologia agropecuária da Região Amazônica, que iniciou nesta quarta, 8, e vai até o próximo sábado 12, no Centro Agrotecnológico de Palmas.

A novidade se refere a tela cromatineti, na qual o canteiro é coberto por uma tela vermelha que filtra os raios ultravioletas vermelhos que acelera a fotossíntese das plantas e ao mesmo tempo protege do ataque das pragas, que não conseguem perceber o ambiente em que se encontram.

A intenção, segundo o secretário da pasta, Israel Oliveira, é apresentar aos agricultores tecnologias avançadas com o objetivo de aumentar a produtividade e qualidade das hortaliças.

Além da novidade, a Sagri conta também com canteiros de exemplares de híbridos como alface, pepinos, abóbora e feijão vagem. A demonstração destes cultivos é feita desde o plantio da muda, que é realizada na casa de vegetação que se encontra no estande da Sagri. Após o semeio e germinação dos hortifruntigranjeiros, os mesmos são repassados aos canteiros.

A abertura oficial da 12ª Agrotins acontece nesta quarta-feira, 09, e está prevista a participação do prefeito Raul Filho e do Secretário Israel Oliveira.

Fonte: Seagro/TO
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Embrapa: Pesquisa permite diagnóstico de gestação precoce



Pesquisadores da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) realizaram um estudo na Universidade de Saskatchewan, no Canadá que possibilitou a visualização inédita de óvulos no interior de folículos ovarianos em vacas vivas (exame in vivo). A técnica utilizada foi a Ultrassonografia Biomicroscópica (UBM) e abriu a possibilidade de avaliação dessas estruturas antes mesmo da ovulação.

Quando utilizada corretamente, a ultrassonografia pode ser uma ferramenta viável e acessível para um bom manejo estratégico-reprodutivo. O diagnóstico preciso ajuda a solucionar problemas de reprodução no rebanho, minimizando custos e proporcionando bom desempenho reprodutivo.

Realizado pelos pelos pesquisadores da Embrapa Luiz Pfeifer (Embrapa Rondônia) e Luiz Siqueira (Embrapa Gado de Leite), o estudo revela que a visualização de componentes do ovário, com definição próxima da microscópica, em tempo real e no animal vivo, pode permitir o estudo da dinâmica de crescimento dos folículos. Com a obtenção da imagem dos óvulos abre-se a possibilidade de começar avaliar a qualidade, o desenvolvimento e as características do óvulo no decorrer do período folicular.

Este trabalho dos pesquisadores da Embrapa traz novas perspectivas para avanços no estudo da fisiologia ovariana em bovinos porque, através da UBM, é possível identificar e acompanhar, passo a passo, o início do desenvolvimento de folículos muito pequenos, em tamanho inferior a 1 milímetro, o que não era possível com a ultrassonografia convencional. "Atualmente, quando temos o resultado negativo para prenhez, não há como apontar onde exatamente foi o problema, se no sêmen ou na qualidade do óvulo".

Com este estudo será possível fazer a prospecção de novas técnicas. Outra possibilidade futura, de acordo com o pesquisador, é que os tratamentos hormonais utilizados para inseminar vacas em tempo-fixo (IATF) podem ser melhor estudados com a possibilidade de acessar as imagens e a qualidade dos óvulos antes da ovulação.

Quando se trata de rebanho leiteiros, o diagnóstico de gestação precoce por ultrassonografia pode ser realizado cerca de 30 dias após a concepção. Assim é possível identificar as vacas que não emprenharam. Com isso haverá uma melhora a eficiência reprodutiva através da redução do intervalo entre inseminações e do intervalo parto-concepção. Com o diagnóstico precoce é possível tomar medidas para que a fêmea conceba logo após o resultado negativo da prenhez. Caso contrário, o produtor teria que esperar em média de 45 a 60 dias para o diagnóstico de gestação tradicional (toque retal) que, dependendo da experiência do veterinário, pode ter um diagnóstico duvidoso.

Em propriedades altamente tecnificadas que realizam inseminação em tempo-fixo, o pesquisador enfatiza que a ultrassonografia para diagnóstico de gestação possibilita o descarte total dos touros, pois fêmeas diagnosticadas vazias podem ser ressincronizadas e inseminadas. 

Fonte: Gazeta
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