segunda-feira, 14 de maio de 2012

Fibria tem prejuízo de R$ 10 milhões no 1º trimestre


Em relação ao quarto trimestre do ano passado, contudo, a companhia reduziu o prejuízo

A produtora de celulose Fibria encerrou o primeiro trimestre com prejuízo líquido de R$ 10 milhões, revertendo um ganho de R$ 389 milhões obtido no mesmo período do ano passado. Segundo a empresa, a variação em relação aos mesmos meses de 2011 deve-se, em grande parte, à queda na receita líquida e resultado de operações descontinuadas obtido naquele trimestre.

Em relação ao quarto trimestre do ano passado, contudo, a companhia reduziu o prejuízo, visto que nos três últimos meses de 2011 as perdas totalizaram R$ 358 milhões. "A redução do prejuízo se deu em função principalmente do melhor resultado financeiro, por sua vez, explicado pela desvalorização do dólar em relação ao real de 3% em comparação com a valorização de 1% verificada no trimestre anterior", explicou a companhia.

Analistas não tinham uma linha de estimativas comuns para a companhia, sendo que as quatro previsões iam de prejuízo de R$ 79 milhões a lucro de R$ 443 milhões. O Ebitda - sigla em inglês para lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização - foi de R$ 377 milhões, queda de 38% em relação ao primeiro trimestre do ano passado e de 3% ante o quarto trimestre de 2011.

O indicador ficou abaixo das estimativas dos analistas, de R$ 407 milhões. A receita líquida, por sua vez, foi de R$ 1,274 bilhão, queda de 18% na comparação anual e de 9% na comparação trimestral. O resultado ficou pouco abaixo das estimativas, de R$ 1,296 bilhão.

No primeiro trimestre, a Fibria produziu 1,332 milhão de t de celulose e vendeu 1,313 milhão de t, aumentos em relação ao mesmo trimestre do ano passado de 1% e 4%, respectivamente. A dívida bruta da Fibria apresentou crescimento de 8% em relação ao mesmo período do ano passado e queda de 3% ante o quarto trimestre, totalizando R$ 11,031 bilhões.

A dívida líquida, por sua vez, ficou em R$ 8,96 bilhões, aumento de 13% na comparação anual e queda de 5% na relação trimestral. A relação entre dívida líquida e Ebitda ficou em 4,3 vezes, contra 2,9 vezes no primeiro trimestre do ano passado e 4,8% no quarto trimestre.

Fonte: Terra
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Cheias no Pantanal dificultam a campanha vacinação contra aftosa



Animais de 0 a 24 meses serão vacinados na etapa de maio

O período de cheias do Pantanal de Mato Grosso dificulta os trabalhos de vacinação contra febre aftosa na região. No entanto, a visita de técnicos do Instituto de Defesa Agropecuária (Indea) à estas localidades facilita o trabalho dos criadores. A primeira etapa de vacinação vai até o dia 31 do mês de maio.

O pecuarista Benedito José da Penha cria 70 cabeças de gado em dois sítios. Ele lembra o quanto o seu rebanho sofria quando estava contaminado pela doença. "Naquela época não existia vacinação, então quando aparecia a doença em uma novilha lá no meio do campo, eu achava que o animal estava deitado na sombra. Tinha vezes que caia até o casco. Meu pai me mandava cortar o capim e levar para o animal comer, porque nem andar conseguia", relatou.

Benedito Penha disse que sempre vacina a sua criação em maio, só que neste ano ele só vai imunizar o rebanho em novembro. "Logo no começo eu vacino. O pequeno produtor tem que trabalhar em cima do capim, em cima das vacinas. É caro, mas a gente tem que fazer, sem contar que depois tem o retorno", contou.

O estado não registra focos da aftosa há 16 anos e é considerado área livre da doença com a vacinação. Na campanha passada, aproximadamente 29 milhões de bovinos e bubalinos foram vacinados contra febre aftosa, conforme o Indea. Nesta etapa, foram imunizados animais de todas as idades. As ações ocorreram nas propriedades espalhadas pelos 141 municípios do estado. Com este número, o estado alcançou 99,76% de cobertura do plantel.

A veterinária do Indea, Joseane Aparecida da Silva, contou como é feito o trabalho de orientação deste produtores. "Dentro das fazendas, a gente pode estar conversando com este produtor para identificar algum problema sanitário, que no escritório não acaba chegando para gente".

A campanha

Segundo a coordenadora de Defesa Animal do Indea, Daniella Soares, aproximadamente 500 servidores do órgão vão atuar em fiscalizações, sendo que 44 deles devem se concentrar em três municípios localizados na região de fronteira com a Bolívia.

"Esses servidores devem se concentrar nos municípios de Vila Bela de Santíssima Trindade, Cáceres e Porto Esperidião. Além das propriedades destes municípios, os servidores vão agir em um raio de 15 km partindo da fronteira. A nossa expectativa é que 596 propriedades desta região participem da etapa da vacinação", informou ao Agrodebate.

Os criadores que não vacinarem os seus rebanhos, conforme o Indea, podem ser penalizados com o pagamento de multas ou podem sofrer penalidades administrativas, não podendo transportar os animais pelo período de no mínimo 30 dias.

Fonte: Agrodebate
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Produção de café no mundo precisa aumentar 32% na próxima década



A produção mundial de café terá de aumentar 32% nos próximos dez anos para atender ao consumo estimado em 173,5 milhões de sacas. A projeção é do diretor-executivo da Organização Internacional do Café (OIC), Robério Silva, ao levar em conta um cenário de crescimento anual do consumo em 2,5%. Nos últimos anos, a demanda tem avançado mais rapidamente do que a oferta.

A última safra (2011/2012) recuou 2,2% sobre a anterior, fechando em 131 milhões de sacas. O consumo do café, por sua vez, está na casa das 135 milhões de sacas. Segundo a OIC, mesmo que a demanda cresça a um ritmo mais lento, de 1,5% por ano, o déficit em dez anos seria de 20 milhões de sacas sobre a safra 2011/2012. A estimativa de Robério foi feita na quinta-feira em Santos (SP), durante um seminário internacional promovido pela Associação Comercial de Santos. O porto de Santos embarca cerca de 70% da produção nacional da commodity.

Para o executivo, o descompasso entre oferta e demanda está associado especialmente à ascensão dos países emergentes. "De um modo geral, o café é um produto que denota um certo padrão de consumo. À medida que ele aumenta, o café evolui junto", avalia.

A analista internacional Maya Wallengren sustenta que, por se tratar de uma bebida barata, o consumo ocorre até mesmo em época de crise. "O mundo está bebendo mais café do que nunca", disse. Maya destacou que um dos problemas no setor se refere ao valor repassado ao agricultor pelo café exportado.

Segundo o consultor da P&A Marketing Internacional, Carlos Henrique Brando, apenas Brasil e Vietnã transferem entre 85% e 90% do valor FOB da carga ao produtor. A média dos demais países fica entre 65% e 70%. Ainda há casos de apenas 25% de transferência.

Fonte: Valor Econômico
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Agronegócio: sem investimentos Brasil poderá disperdiçar oportunidade


O agronegócio brasileiro deve experimentar pelo menos mais uma década positiva. Em meio a um quadro de demanda crescente nos países emergentes, ganhos de produtividade no campo e perspectivas de que os preços das commodities permaneçam em patamares elevados, o Brasil pode ampliar sua participação no tabuleiro global da oferta de alimentos.

O cenário otimista é conhecido e praticamente consensual. Mas a efetivação plena desse quadro não se dará sem que o país enfrente seus gargalos logísticos, institucionais e gerenciais, bem como temas ligados à sustentabilidade social e ambiental. Essas são algumas das conclusões do seminário “Agronegócio do Futuro”, realizado nesta quinta-feira (10) pelo Valor Econômico e pela Bayer CropScience, em São Paulo.

“É a primeira vez que uma visão de fora para dentro estabelece uma meta de crescimento para o país”, afirmou o ex-ministro da Agricultura, Roberto Rodrigues, citando a importância dada ao Brasil por um estudo publicado no ano passado pela Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). Segundo a instituição, a produção global de alimentos deve crescer 20% até 2020 para fazer frente ao salto da demanda. Nesse quadro, a produção brasileira é a que mais deve avançar, em torno dos 40%.

Para André Pessôa, sócio-diretor da Agroconsult, importantes obras de infraestrutura que podem, por exemplo, facilitar o escoamento de soja pela região Norte do país, como o terminal ferroviário de Itiquira (MT), caminham lentamente não mais por falta de recursos, mas pela demora para conseguir as licenças ambientais.

Outra preocupação de Pessôa diz respeito à ausência de médios produtores na nova fronteira agrícola brasileira, a região conhecida como “Mapito”, confluência dos Estados de Maranhão, Piauí e Tocantins. ”O médio produtor é o responsável pela construção das boas cidades”, disse ele, citando o exemplo de municípios do Centro-Oeste, como Lucas do Rio Verde (MT), em que os agricultores ajudaram a dotar a cidade de infraestrutura, alcançando um dos melhores Índices de Desenvolvimento Humano (IDH) do país.

Fonte: Valor Econômico
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