segunda-feira, 16 de julho de 2012

Alta do milho devido ao clima seco nos EUA preocupa cadeia de carnes



Relatório da agência Fitch aponta preocupação dos investidores com a alta no custo de ração

O calor excessivo e o clima seco nos Estados Unidos devem renovar as preocupações com a inflação dos alimentos, principalmente da proteína animal, afirmou nesta sexta-feira (13) a agência de ratings Fitch em relatório.

O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA, na sigla em inglês) disse nesta semana que a produção de milho cairia 12% neste mês. Essa queda, num contexto de oferta apertada, está causando preocupações entre os investidores, segundo a Fitch.

De acordo com a agência, as condições climáticas desfavoráveis nos estados do chamado cinturão do milho causaram seca e prejudicaram as lavouras no período vital de polinização, que melhora a produtividade. A Fitch prevê que as condições continuem desfavoráveis, pois o índice de umidade da lavoura dos Estados Unidos sugere pouco alívio no curto prazo.

Os mais afetados por qualquer alta sustentada do grão devem ser produtores e processadores de frango, carne bovina e suína, disse a agência, pois haverá um aumento dos preços da ração para os animais, o que representa 40% dos custos de produção.

Mesmo havendo uma substituição do milho pelo trigo e outros grãos na ração, as empresas de proteína animal continuam sendo as maiores compradoras de milho, o que as torna mais sensíveis a oscilações de preço. Essas empresas já estão operando com margens menores de lucros ante outras empresas de alimentos, o que as obriga a passar uma parte do aumento de preço aos consumidores, segundo a Fitch.

A agência acredita que o processo de definição de preços pode se tornar muito difícil porque a taxa de desemprego do país ainda é alta e há desaceleração do crescimento econômico, apesar das condições de oferta apertada e exportações relativamente fortes.

As informações são da Dow Jones.

Fonte: Agência Estado
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Ações da Fibria sobem mais de 2%



As ações preferenciais da Klabin também operavam no campo positivo

As principais ações do setor de papel e celulose terminaram a primeira etapa do pregão da BM&FBovespa em alta, refletindo a divulgação do crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) chinês, em linha com as expectativas do mercado, de 7,6%. As ações da Fibria (FIBR3) lideravam as valorizações e subiam 2,02%, a R$ 15,12. Os American Depositary Receipts (ADRs, recibos de ação de empresas estrangeiras negociados na Bolsa de Valores de Nova York) da Fibria (FBR) tinha ganhos de 2,76%, a US$ 7,43.

As ações preferenciais da Klabin (KLBN4) também operavam no campo positivo e subiam 1,83%, a R$ 8,86. As preferenciais da Suzano (SUZB5) avançam 1,48%, a R$ 4,11.

Fonte: CMA
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Tempo chuvoso predomina no Sul e Sudeste nesta segunda



Temperaturas entram em elevação na maior parte do país

CONFIRA A PREVISÃO PARA ESTA SEGUNDA, DIA 16

SUDESTE

O tempo fica instável e com presença de muita nebulosidade em grande parte da região. A chuva vai ocorrer, ainda, de forma fraca e atingirá principalmente o sul e metade leste de São Paulo, Rio de Janeiro, Espírito Santo e sul e leste de Minas Gerais. O frio continua perdendo intensidade ao amanhecer e as temperaturas mais baixas devem ser registradas sobre a Serra da Mantiqueira, entre São Paulo e Minas Gerais, com mínima que chega aos 5°C. Durante a tarde as temperaturas permanecerão baixas na maior parte das localidades. Apenas no noroeste de Minas Gerais é que vai fazer calor e a máxima ultrapassa os 26°C.

SUL

As instabilidades ganham mais força sobre a região e se propagam sobre o Paraná, deixando o tempo mais nublado e com chuva leve ao longo do dia, na maior parte das localidades. Chuviscos ocorrem também entre o litoral do Rio Grande do Sul e Santa Catarina. Já no interior do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina o tempo permanece seco e com sol entre muitas nuvens ao longo do dia. O frio perde um pouco de intensidade no interior da região, mas na Serra Geral as temperaturas ainda seguem baixas, ficando negativas durante a madrugada. Durante a tarde as máximas não ultrapassam os 17°C na maior parte da região.

CENTRO-OESTE

Depois de um mês de tempo seco, volta a chover nesta segunda em Goiás e no Distrito Federal. Esperam-se chuvas com baixo acumulado e na forma de pancadas isoladas. Áreas de instabilidade atingem também o sul de Mato Grosso do Sul, onde voltam a ocorrer pancadas isoladas de chuva. No restante da região, o tempo permanece seco e com sol na maior parte do dia. O frio ainda persiste ao amanhecer sobre o sul de Mato Grosso do Sul, onde a mínima segue abaixo de 10°C e a tarde a máxima não passa dos 17°C nesta região. Já em Mato Grosso faz calor, com máxima acima de 32°C.

NORDESTE

A previsão é de chuva forte para o extremo sul da Bahia. Pancadas de chuva mais fracas atingem a faixa leste da região e o norte do Maranhão e do Piauí. No interior, as condições do tempo não mudam e segue fazendo sol e calor.

NORTE

A chuva enfraquece na costa do Pará e Amapá, mas permanece forte na faixa entre o noroeste do Amazonas, Roraima e parte do Pará. No sul da região o sol prevalece entre poucas nuvens e ocorrem pancadas isoladas e de fraca intensidade sobre o Acre e Rondônia. As mínimas permanecem superiores a 20°C em toda região, mas as máximas sofrem um leve declínio, ficando próximas aos 32°C.

Fonte: SOMAR
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sexta-feira, 13 de julho de 2012

Exportação de máquinas e implementos agrícolas segue em acentuado declínio



O balanço das importações e exportações de máquinas e implementos para a agricultura nos primeiros cinco meses de 2012 confirma uma tendência de desaceleração forte nas vendas externas, acompanhada de um avanço expressivo na entrada de produto importado.

O acumulado de janeiro a maio de 2012 indica um crescimento de apenas 0,7% nas exportações do segmento em relação ao mesmo período de 2011, segundo levantamento da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq). Já as exportações, cresceram 66,5% no mesmo período.

Para Celso Casale, presidente da Câmara Setorial de Máquinas e Implementos Agrícolas (CSMIA), da Abimaq, esse quadro é resultado de antigo problema enfrentado pelo segmento: a baixa competitividade do produto brasileiro, decorrente de uma elevada carga tributária e da defasagem cambial que, apesar dos recentes ajustes, ainda castiga o fabricante nacional. “Nossa desvantagem competitiva em relação aos fabricantes internacionais ainda está na faixa dos 40%, o que faz com que, a cada ano, se importe mais e se exporte menos”, diz Casale, acrescentando ser necessária e urgente uma ampla desoneração do segmento.

Para se ter uma ideia exata da expressiva redução ocorrida no ritmo das exportações brasileiras, basta acompanhar a involução ao longo deste ano. Em janeiro, as exportações de máquinas e implementos cresceram 36,4% sobre igual período de 2011. Desde então, vem crescendo menos mês a mês: teve expansão de 25,1% no primeiro bimestre; de 10,2% no trimestre, chegando a uma evolução de apenas 4,7% no período janeiro a abril, até atingir 0,7% do período janeiro a maio.

Já do lado das importações, a curva foi sempre crescente no decorrer dos primeiros cinco meses. Ainda de acordo com as estatísticas da Abimaq, em janeiro, as importações de implementos e máquinas agrícolas subiram 49,4%; aumentando em 58,6% no acumulado do primeiro bimestre; alcançando o pico nos primeiros três meses do ano, com evolução de impressionantes 95,7% em relação ao mesmo período do ano passado. A forte expansão continuou no acumulado de janeiro a abril, que fechou com avanço de 81,2%, chegando a 66,5% de aumento nos cinco primeiros meses.

Fonte: Assessoria de Imprensa ABIMAQ
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