sexta-feira, 11 de maio de 2012

Produtores querem limites nos royalties para transgênicos



Em debate na Comissão de Agricultura e Reforma Agrária (CRA) nessa quinta-feira (10), representantes dos produtores de soja e de sementes defenderam regras mais claras para cobrança de royalties para biotecnologias, em especial para sementes transgênicas.

Segundo explicou Glauber Silveira da Silva, presidente da Associação dos Produtores de Soja, os royalties são cobrados na compra da semente geneticamente modificada e também na entrega da colheita, havendo confisco de parte da produção.

– As empresas auditam e fiscalizam a cobrança de royalties – protestou ele, ao defender a uniformização do processo de remuneração aos detentores de patentes de sementes. 

O presidente da Associação dos Produtores de Sementes de Mato Grosso, Pierre Narie Jean Patriat, apontou o domínio que as empresas que controlam os transgênicos exercem sobre os produtores. As empresas, explicou ele, licenciam a produção de variedades de interesse do setor produtivo, mas apenas as opções disponibilizadas pelas corporações.

Em 2005, apenas um quarto da soja produzida no Brasil era transgênica. A situação hoje se inverteu e 82% da soja brasileira já são geneticamente modificados. No milho, o transgênico já chega a 67% da produção e no algodão, a 32% do total. No conjunto, o Brasil é o segundo no uso de sementes geneticamente modificadas, no mundo, ficando atrás apenas dos Estados Unidos.

Escolha limitada

Glauber da Silva e Pierre Patriat discordaram da alegação de Ivo Carraro, diretor da Associação Brasileira de Sementes e Mudas, de que há liberdade de mercado, tendo o produtor amplo direito de escolha, o que também foi rebatido pelo senador Blairo Maggi (PR-MT).

– O mercado não é tão livre assim – disse o parlamentar, que defende o pagamento de royalties, mas de forma justa. Ele defendeu a revalidação das patentes, para avaliar se a tecnologia oferecida continua viável, justificando a remuneração de seus detentores. 

Fundo

Para desonerar os produtores, Irineu Orth, presidente da Associação dos Produtores de Soja do Rio Grande do Sul, sugeriu a criação de fundos que remunerem detentores de patentes, pesquisadores e produtores de sementes. Seria um fundo para cada uma das commodities, abastecido por 0,5% do valor obtido na comercialização e administrado por representantes do governo federal e de entidades nacionais representativas de cada cultura.

A medida teria o objetivo de evitar conflitos judiciais como o relatado no início do debate pelo presidente da CRA, Acir Gurgacz (PDT-RO), entre a empresa Monsanto e produtores do Rio Grande do Sul, quando a Justiça Federal considerou abusiva a cobrança da taxa tecnológica sobre a comercialização da soja transgênica.

Pesquisa e segurança alimentar

Os participantes da audiência pública foram unânimes na defesa da pesquisa nacional em biotecnologia, como condição para o país competir com as multinacionais. Na opinião de Blairo Maggi, o governo deve reforçar o orçamento da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), responsável pelo conhecimento necessário ao avanço do agronegócio brasileiro. Kátia Abreu (PSD-TO) concordou com o colega.

– Um país que não tenha seu próprio patrimônio intelectual, que não tenha uma corporação forte em pesquisa, de acordo com seus climas, com suas terras, é um país que tende a ir para o atraso – frisou a parlamentar, sendo apoiada por Casildo Maldaner (PMDB-SC).

O representante da Embrapa, Felipe Teixeira, reconheceu a importância das investigações em biotecnologias, mas ressaltou a necessidade de se manter também a pesquisa sobre variedades convencionais. Ao concordar, Blairo Maggi disse que o país deve conservar um banco de germoplasma, necessário à segurança alimentar. O senador alertou para o fato de as multinacionais exigirem que o produtor de sementes deixe de produzir variedades convencionais como condição para o licenciamento da produção de sementes modificadas.

– Aí é que mora o perigo, da força que tem essa tecnologia de impedir que os sementeiros possam reproduzir as sementes convencionais. Isso é um monopólio, um crime contra o país, que precisa ser denunciado – disse Blairo Maggi.

Sobre esse assunto, o diretor executivo da Associação Brasileira de Produtos de Grãos não Geneticamente Modificados, César Borges Sousa, lembrou que os produtores já enfrentaram a falta de oferta de sementes não transgênicas e hoje se destacam no mercado mundial. 

– O Brasil é líder mundial de soja convencional. 50% do farelo de soja exportado pelo Brasil são provenientes de soja não transgênica.

Em resposta a Ana Amélia (PP-RS), Souza informou que o custo de produção e a produtividade da soja transgênica e da convencional estão muito próximos.

Fonte: Agência Senado
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Análise de Mercado - 11 de Maio de 2012



Veja cotações e situação de alguns dos principais produtos do agronegócio nacional, entre eles, frango, suíno e ovos 

Suíno vivo

A Rússia voltou a ser o principal comprador de carne suína brasileira em abril, com uma participação de 29,15 por cento do total exportado, disse a Associação Brasileira da Indústria Produtora e Exportadora de Carne Suína (Abipecs) nesta quarta-feira.

No mês passado, foram exportadas 13,9 mil toneladas do produto brasileiro à Rússia, ou quase metade do total que o Brasil exportou aos russos no primeiro quadrimestre.

"A melhora nas vendas ocorreu após quatro frigoríficos brasileiros terem sido aprovados para exportação, em meio a um embargo imposto por Moscou aos Estados do Rio Grande do Sul, Paraná e Mato Grosso, há onze meses", afirmou a Abipecs em nota.

De janeiro a abril deste ano, o Brasil vendeu 30,29 mil toneladas ao mercado russo, ainda uma queda de 55,59 por cento em volume na comparação com o mesmo período de 2011, quando não havia o embargo.

"O site do serviço de Inspeção Sanitária Agrícola da Rússia continua a publicar informes negativos, sendo impossível prever um resultado que restabeleça as vendas (totais) para aquele mercado no curto prazo", ponderou a Abipecs em nota.

Apesar da recuperação russa em abril, as exportações totais do produto brasileiro registraram queda de 6,3 por cento em volume, ante o mesmo mês de 2011. Em volume, as vendas somaram 47,73 mil toneladas, ou 125,22 milhões de dólares - quase 14 por cento abaixo da receita em abril do ano passado.

No acumulado do ano, de janeiro a abril, os embarques subiram 1,39 por cento, para 171,46 toneladas, porém a receita registrou queda de 3,5 por cento em relação aos quatro primeiros meses de 2011. (Suino.com)

GO R$2,50
MG R$2,50
SP R$2,30
RS R$2,36
SC R$2,00
PR R$2,05
MS R$1,90
MT R$2,12

Frango vivo

Na última segunda-feira, 8, "press-release" da Embrapa Suínos e Aves publicado entre os "clippings" observava que, dois meses atrás, produzir frango ficou 4,29% mais caro um índice de incremento ocorrido em apenas um mês, ou seja, de fevereiro para março. 

Curiosamente, quem aplicar o mesmo raciocínio ao preço recebido pelos criadores pelo frango vivo, irá constatar que em março o valor médio do produto foi quase 12,5% superior ao do mês anterior. Mas – eis a pergunta crucial – esse ganho persiste no decorrer do tempo?

Para procurar responder a essa questão, o AviSite comparou o Índice do Custo de Produção de Frango da Embrapa Suínos e Aves (identificado pela sigla ICPFrango) com o preço recebido pelos produtores de frango no interior paulista, igualando esses preços em "100" em janeiro de 2010, como foi feito com o ICPFrango. 

O resultado pode ser melhor visualizado na tabela e gráfico abai xo. Mas o que se destaca, em síntese, é que enquanto o custo de produção evoluiu mais de 42% nos últimos 27 meses, o preço ao produtor apresentou variação pouco superior a 13%.

Note-se, a propósito, que entre novembro e dezembro de 2011, custo e preço apresentaram evolução muito próxima, o que significa que a remuneração recebida acompanhou o aumento de custos. Mas isso se perdeu em 2012, pois enquanto o custo permaneceu em evolução, o preço recebido sofreu fortíssima desvalorização. 

Apesar da ligeira recuperação em março, é provável que essa situação tenha se deteriorado ainda mais de lá para cá, pois enquanto o preço médio pago pelo frango vivo apresenta, até agora, recuo de mais de 5% em relação à média de março, há indicações de que o custo de produção aumentou cerca de 20% nos últimos dois meses. (Avisite)

SP R$1,70
CE R$2,40
MG R$1,80
GO R$1,75
MS R$1,75
PR R$1,80
SC R$1,80
RS R$1,65

Ovos

Finalmente, mas muito tarde, os informativos ajustam os preços dos ovos e admitem demanda forte e mercado sem ofertas.

Esta realidade já vem acontecendo há alguns dias e o produtor não está conseguindo atender ao mercado.

Mais um fator interessante no momento: as exportações de ovos estão em ritmo muito bom. (Com Informações do Mercado Ovo)

Ovos brancos
SP R$45,00
RJ R$49,50
MG R$52,00

Ovos vermelhos
MG R$55,00
RJ R$50,50
SP R$46,00

Boi gordo

A arroba do Boi Gordo no Estado de São Paulo, segundo informa o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) encerrou a quinta-feira cotada a R$ 93,27, com a variação em relação ao dia anterior de -0,20%.  A variação registrada no mês de Maio é de -0,68%. (Valor por arroba, descontado o Prazo de Pagamento pela taxa CDI/CETIP).

O valor da arroba em dólar fechou ontem cotado a US$ 47,90.

Média ponderada de arroba do boi gordo no Estado de São Paulo - base de ponderação é a mesma usada para o Indicador Esalq/BM&F. 

Valores a prazo são convertidos para à vista pela taxa NPR. 

A referência para contratos futuros da BM&F é o Indicador Esalq/BM&F. (Jornalismo Integrado - Assessoria de Comunicação)

Triangulo MG R$90,00
Goiânia GO R$89,00
Dourados MS R$88,00
C. Grande MS R$90,00
Três Lagoas MS R$88,00
Cuiabá MT R$86,50
Marabá PA R$88,00
Belo Horiz. MG R$90,00

Soja

A saca de 60 kg de soja no estado do Paraná, segundo informa o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) encerrou a quinta-feira cotada a R$ 63,75. O mercado apresentou uma variação de 0,73% em relação ao dia anterior. O mês de Maio apresenta uma variação de 0,89%.

O valor da saca em dólar fechou ontem cotado a US$ 32,74. (Jornalismo Integrado - Assessoria de Comunicação).

Físico - saca 60Kg - livre ao produtor
R. Grande do Sul (média estadual) R$61,00
Goiás - GO (média estadual) R$58,00
Mato Grosso (média estadual) R$55,50
Paraná (média estadual) R$63,75
São Paulo (média estadual) R$63,74
Santa Catarina (média estadual) R$55,00
M. Grosso do Sul (média estadual) R$56,00
Minas Gerais (média estadual) R$58,00

Milho

A saca de 60 kg de milho no estado de São Paulo, segundo informa o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) encerrou a quinta-feira cotada a R$ 24,68 a saca. O mercado apresentou uma variação de -0,20% em relação ao dia anterior e de 1,19% no acumulado do mês de Maio.

O valor da saca em dólar fechou ontem em US$ 12,68. 

O Indicador Esalq/BM&F à vista, que tem como base Campinas-SP, distingue-se da média regional de Campinas porque utiliza o CDI como taxa de desconto dos valores a prazo. No mercado físico (média regional Campinas), porém, a taxa mais usual é a NPR. Já os valores a prazo são iguais. (Jornalismo Integrado - Assessoria de Comunicação)

Físico - saca 60Kg - livre ao produtor
Goiás (média estadual) R$18,50
Minas Gerais (média estadual) R$21,00
Mato Grosso (média estadual) R$18,00
M. Grosso Sul (média estadual) R$22,00
Paraná (média estadual) R$24,00
São Paulo (média estadual) R$24,68
Rio G. do Sul (média estadual) R$27,50
Santa Catarina (média estadual) R$26,00

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Importações de leite em pó caem 34% em abril



A balança comercial de lácteos em abril apresentou um déficit de 9.237 toneladas, 40% mais baixo quando comparado com o mês passado. Considerando o dado em valor, o déficit foi de 34 milhões de dólares, como pode ser observado na tabela 1.

Tabela 1: Balança comercial de lácteos - abril de 2012


Em relação ao mesmo período do ano anterior, as importações de produtos lácteos em volume foram 13% superiores, com 1500 toneladas importadas a mais do que em abril de 2011. Quando analisamos o valor em equivalente-leite (a quantidade de leite utilizada para produzir um quilo de determinado produto), foram importados 79,16 milhões de litros de leite em abril, 26% a menos do que mês passado e 10,3% a menos que a quantidade internalizada em abril de 2011, que na época totalizou 88,21 milhões de litros, como pode ser visto no Gráfico 1. Essa inconsistência entre volume e equivalente leite pode ser explicada pelo volume superior em 2012 de soro e leite fluido que possuem pequeno impacto na conversão em equivalente leite, mas são contabilizados na quantidade importada.

Gráfico 1. Quantidade de equivalente leite importada mensal


O volume total de produtos lácteos internalizados foi de 13.093 toneladas, o que representou o montante de 46,182 milhões de dólares. O produto de maior impacto nas importações é o leite em pó (incluindo o integral e desnatado), com 5.875 toneladas, 34% a menos do que em março. 

No mês passado o Chile apresentou um aumento expressivo como exportador de leite em pó para o Brasil, mas agora em abril o cenário já apresenta uma participação chilena mais tímida, de 15%, colocando 876 toneladas do produto. Em compensação, o Uruguai voltou a aumentar sua participação e foi responsável 2.806 toneladas importadas. A Argentina reduziu sua participação nas importações de leite em pó, enviando 2.193 toneladas, valor dentro da cota estipulada entre os países de 3.600 toneladas mensais. 

Quanto às exportações, houve aumento de 10% em relação ao mês passado, totalizando um valor de 3.856 toneladas e R$ 12,16 milhões de dólares, com grande destaque para o leite condensado.

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Safra de café poderá ser a maior da história



Brasil. De acordo com a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), o produto pode chegar ao número de 50,45 milhões de sacas de 60 quilos, ultrapassando a safra de 2002/2003 que é a atual recordista
A safra 2012 de café deve chegar a 50,45 milhões de sacas de 60 quilos, de acordo com o segundo levantamento feito pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) e divulgado hoje (10). O resultado é 16% maior que o da safra anterior (43,48 milhões de sacas) e supera o recorde do ciclo 2002/2003, quando foram produzidos 48,48 milhões de sacas.

Segundo a Conab, o aumento da produção se deve principalmente à alta bienalidade, já que a cultura do café se caracteriza pelo revezamento de um ano de alta produção com outro de produção menor, e ao investimento realizado pelo produtor na lavoura. Na comparação com 2009, último ano de alta bienalidade, a safra atual deve crescer 4,09%.

O café arábica deve representar 75,6% da produção, com 38,13 milhões de sacas. Minas Gerais é o maior produtor, com 26,34 milhões de sacas. A safra de café conilon tem o Espírito Santo como principal produtor, com 9,36 milhões das 12,31 milhões de sacas produzidas no país.

A área plantada com o produto cresceu 3%, passando de 2,278 milhões de hectares em 2011 para 2,346 milhões, um aumento de 68 mil hectares. Minas Gerais tem 1,219 milhão de hectares plantados com café e o Espírito Santo, 492 mil hectares. A pesquisa foi realizada entre os dias 15 e 28 de abril com visitas dos técnicos da Conab aos estados produtores.
  
Fonte: Agência Brasil
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