quinta-feira, 3 de maio de 2012

Queda nas exportações brasileiras de milho em abril



Em abril, segundo o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), o Brasil exportou 103,6 mil toneladas de milho grão. O faturamento foi de US$45,7 milhões.

Em relação a março, houve queda de 63,0% no volume embarcado. A receita com as exportações caiu 42,7% neste período.

Já na comparação com abril do ano passado, o volume exportado diminui 13,9% e o faturamento foi 23,9% menor.

De janeiro a abril de 2012, o país embarcou 1,51 milhão de toneladas de milho, frente a 2,72 milhões de toneladas no mesmo período do ano passado.

A expectativa para este ano é de que as exportações brasileiras fiquem próximas de 9,0 milhões de toneladas.

O cenário das exportações brasileiras de milho é diferente do verificado para a soja. No acumulado de janeiro a abril de 2012, foram exportadas 11,24 milhões de toneladas de soja, aproximadamente 3,0 milhões de toneladas a mais que o embarcado em igual período do ano passado.

Fonte: Scot Consultoria
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Paraná pode expandir plantio de seringueiras para atender Sumitomo



O estado tem condições de solo e clima propícias para a produção de borracha de qualidade

O Paraná poderá expandir o plantio de seringueiras para atender a Sumitomo, fabricante japonesa de pneus que está se instalando em Fazenda Rio Grande, na região metropolitana de Curitiba, e deve começar a produzir em 2015. A empresa comunicou a Secretaria da Agricultura e do Abastecimento (Seab) que tem interesse em comprar matéria-prima local e em investir em pesquisa para transferir tecnologia aos produtores. Um plano de estímulo à atividade será desenvolvido a partir de agora. 

O secretário da Agricultura, Norberto Ortigara, recebeu a diretoria da Sumitomo no dia 25 de abril de 2012, em Curitiba. Foi acordada a formalização de um protocolo de intenções, aditivo ao que a Sumitomo já assinou com o Governo do Paraná para a instalação da indústria em Fazenda Rio Grande, na Região Metropolitana de Curitiba.

O protocolo terá a participação da Cooperativa Agroindustrial de Maringá (Cocamar), que vai fomentar o plantio de seringueira pelos produtores cooperados, do Instituto Agronômico do Paraná (Iapar) e do Instituto Paranaense de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater-PR), que vão gerar tecnologia e prestar assistência técnica aos produtores. O Estado já tem um plantio comercial de seringueira de cerca de 850 hectares, na área de abrangência da Cocamar. A produtividade média local é de cerca de 2 mil quilos anuais por hectare. "Esse volume está de 10% a 12% acima da média nacional", disse o secretário. "Além disso, a absorção dessa produção no mercado comprova que a produção paranaense de borracha não deve nada em termos de qualidade."

De acordo com Ortigara, o Paraná tem condições de solo e clima propícias para a produção de borracha de qualidade. Além disso, a produção local teria na proximidade com a fábrica uma vantagem competiviva. "Se o acordo for concretizado, será a primeira vez que o plantio da seringueira no Estado terá um aliado de peso com garantia efetiva de compra", disse o secretário.

Produção

A Sumitomo deve iniciar suas atividades em 2015 e atingir a capacidade total de produção de pneus no Paraná no ano seguinte. Sua capacidade de compra está estimada num volume de 15 mil a 20 mil toneladas de borracha por ano. Inicialmente, essa matéria-prima será importada da Ásia, onde a empresa tem produção. A partir do Paraná, a empresa fabricante de pneus vai abastecer os mercados do Brasil e América Latina. 

O presidente da Sumitomo para a América do Sul, Ippei Oda, informou que a empresa quer substituir as importações de matéria-prima, cujo custo é elevado, pela produção nacional.

A diretoria da Sumitomo condicionou o estabelecimento dos contratos de compra à qualidade da borracha. Segundo Oda, a empresa só compra se a produção estiver no padrão fixado. "A matéria-prima que não puder ser obtida no Brasil será trazida de fora. Mas a preferência será trabalhar com matéria-prima nacional", disse. Oda informou também que a empresa tem interesse em investir em pesquisa científica no Iapar, para desenvolvimento de tecnologia, que será transferida aos produtores. 

Oportunidade

Segundo Ortigara, a viabilização do cultivo da seringueira representa uma nova oportunidade econômica para os produtores e o governo do Estado está disposto a fomentar o plantio da árvore. A atividade está de acordo com as metas de desenvolvimento sustentável estabelecidas pela Secretaria da Agricultura e pode ser consorciada com a cafeicultura. 

O vice-presidente da Cocamar, José Fernandes Jardim Júnior, afirmou que há potencial para expansão de pelo menos 2 milhões de hectares com o cultivo de seringueira no Norte do Paraná.

O encontro também teve a participação do representante do Institute Hyogo, Makoto Yamashita, do presidente em exercício do Instituto Agronômico do Paraná (Iapar) Adelar Moter e do diretor técnico da Emater-PR, Natalino Avance de Souza.

Fonte: Instituto Agronômico do Paraná
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quarta-feira, 2 de maio de 2012

Novo Código Florestal e suas desavenças



Lei. Presidente da Sociedade Nacional de Agricultura (SNA), Antonio Alvarenga, afirma que não faz sentido o reflorestamento em áreas que servem de plantio para agricultores 

São falsos os argumentos das organizações ambientalistas contrárias ao Código Florestal aprovado no dia 25 de abril de 2012 pela Câmara dos Deputados, segundo garantiu à Agência Brasil o presidente da Sociedade Nacional de Agricultura (SNA), Antonio Alvarenga. Ele disse que não faria mais sentido transformar novamente em floresta uma área totalmente plantada com soja ou cana, por exemplo. "Seria um desperdício econômico fantástico."

O dirigente disse que a proposta aprovada, do ponto de vista dos agricultores, é positiva. "[A lei aprovada] está conciliando o interesse da produção com a preservação. Acho que ela, realmente, vai trazer mais segurança e tranquilidade ao produtor."

Entre outros argumentos que usou para defender o novo Código Florestal, Alvarenga disse também que "não existe essa coisa de anistia", rebatendo uma das principais críticas ao texto aprovado pela Câmara dos Deputados, a de que promove a impunidade dos produtores que devastaram áreas de preservação.

Para Alvarenga, ao contrário do que afirmam os ambientalistas, a obrigação dos produtores de reflorestar áreas devastadas vai continuar existindo. "É óbvio que vai ter regras mais aceitáveis para esse reflorestamento. Em vez de reflorestar na própria fazenda, vai ser permitido a ele [produtor] reflorestar no bioma do qual faz parte, o que é muito razoável".

Segundo Alvarenga, as entidades ambientalistas querem, na verdade, a manutenção do Código Florestal ainda em vigor, o que considera inviável. "Não há como conseguir voltar o tempo para trás." Para ele, o texto novo vem solucionar todos os problemas da preservação.

O dirigente disse que o cadastro ambiental das propriedades e a adoção de tecnologias avançadas de monitoramento via satélite, dará ao governo condições de fiscalizar com segurança o que houver de desmatamento no país e garantir a recomposição florestal que cada produtor deve apresentar.

Como o atual ministro do Esporte, Aldo Rebelo, foi o primeiro relator do projeto do novo Código Florestal, em 2011, ele acredita que esse fato pesará quando a presidente Dilma Rousseff for apreciar a matéria. "Basta a presidente Dilma chamar o ministro Aldo Rebelo. Ela vai entender todos os problemas dos produtores rurais e, possivelmente, não irá vetar praticamente nada."

Fonte:  Agência Brasil
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Tempo seco predomina no país e frio deve perder força nos próximos dias




Até o fim de semana, o frio deve ficar restrito apenas ao Sul, Sudeste, Goiás e Distrito Federal

A atual onda de frio, que toma conta de boa parte das regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste, além do Acre e Rondônia, deve perder força nos próximos dias, segundo boletim da Somar.

De acordo com a previsão, até o fim de semana o frio deve ficar restrito apenas ao Sul, Sudeste, Goiás e Distrito Federal e, mesmo assim, com expectativa de mínimas acima dos 10°C na maior parte dos municípios. Além do frio, um grande destaque para o Brasil é que a chuva parou.

– A chuva deste fim de semana prolongado foi a última do período das águas. A partir de agora, as precipitações serão mais esporádicas no Sudeste e Centro-Oeste – afirma o meteorologista Celso Oliveira.

No Nordeste, a chuva que ainda atingia algumas regiões já havia cessado há mais de 15 dias, e também não há previsão de precipitações significativas até o fim desta semana. A exceção fica por conta do extremo sul da Bahia, onde uma frente fria deve provocar chuva forte, com acumulado de mais de 70mm.

No Sul, apesar de não haver um período seco bem definido, o tempo deve continuar firme na maior parte da região até domingo. De acordo a Somar, o Norte é a única exceção com relação a chuva. Por lá, a precipitação prossegue, com acumulado de mais de 130mm em apenas cinco dias no noroeste do Amazonas, Roraima, na costa do Amapá e na Ilha de Marajó.

Fonte: Somar Meteorologia
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